O ISE de janeiro de 2026 da Colômbia cresceu 1,55%, ficando abaixo de 2% pela primeira vez em 11 meses. A Andi alertou que os gastos públicos continuam sendo o principal impulsionador, enquanto setores produtivos como mineração e indústria se deterioram. As atividades terciárias lideraram o crescimento de 2,7%.
O Departamento Administrativo Nacional de Estatísticas (Dane) informou que o Indicador de Acompanhamento Econômico (ISE) de janeiro de 2026 da Colômbia atingiu 1,55%, ajustado para efeitos de calendário para 1,45%. Isso marca uma desaceleração em relação aos 2,0% de janeiro de 2025 e fica abaixo da média histórica de 3,5%. As atividades primárias (agricultura, mineração e hidrocarbonetos) caíram -2,4%, e as atividades secundárias (manufatura e construção), -1,0%. Em contrapartida, as atividades terciárias cresceram 2,7%, impulsionadas pela administração pública, saúde e recreação (4,5%), fornecimento de eletricidade, gás e água (3,1%) e comércio, transporte e acomodação (2,6%). A Associação Nacional de Empresários da Colômbia (Andi) destacou um "enfraquecimento estrutural" da economia, com os gastos públicos como o principal impulsionador. O presidente da Andi, Bruce Mac Master, declarou: "O desafio para este ano é recuperar o dinamismo nos principais setores produtivos, como mineração, hidrocarbonetos, construção ou indústria". Mac Master acrescentou que os fatores exógenos devem ser administrados, mas o governo precisa enviar "sinais de confiança para garantir condições que permitam reativar o investimento, a produção e a confiança". No setor manufatureiro, a queda de -1% alinha-se com as pesquisas dinamarquesas que mostram saldos negativos na produção (-0,5%) e nas vendas (-0,7%). No setor de mineração, a atividade das plataformas de perfuração em dezembro de 2025 caiu sete unidades em relação ao pico de 117 em dezembro de 2023, com projeções estáveis para o primeiro trimestre de 2026.