O Departamento Administrativo Nacional de Estatística (Dane) informou que a economia colombiana cresceu 2,6 % em 2025, abaixo das expectativas de 2,8 %. No quarto trimestre, o PIB expandiu 2,3 %, impulsionado pelo consumo das famílias, setor público e atividades culturais como concertos. O investimento caiu 2,9 %, o nível mais baixo em duas décadas.
O Dane divulgou os dados do PIB de 2025 em 16 de fevereiro de 2026, mostrando crescimento anual de 2,6 %, abaixo das projeções de analistas e gremios de pelo menos 2,8 %. No quarto trimestre, a expansão foi de 2,3 %, classificando a Colômbia em quinto lugar entre as economias da OCDE nesse período, à frente do México (1,6 %), Suécia (1,7 %) e União Europeia (1,5 %), mas atrás da Polônia (3,6 %), Espanha (2,6 %), Lituânia (2,5 %) e República Tcheca (2,4 %).nnO crescimento foi impulsionado pela demanda interna, com aumentos nos gastos das famílias e setores como administração pública, defesa, educação e saúde (variação de 4,8 %, contribuindo 0,9 ponto percentual). Comércio, transporte e serviços de alimentação cresceram 3,4 % (0,7 pp), enquanto atividades artísticas, entretenimento e recreação registraram 11,5 % (0,5 pp) no trimestre, destacando grandes concertos em Bogotá, Medellín e outras cidades. A diretora do Dane, Piedad Urdinola, afirmou: «Pela primeira vez, não são jogos de azar e apostas que impulsionam o crescimento neste setor, mas concertos e eventos».nnNo entanto, a formação bruta de capital fixo caiu 2,9 % após seis trimestres positivos, atribuído à redução nos registros de habitação. Isso deixou o investimento em 16 % do PIB, o mais baixo em 20 anos. Luis Fernando Mejía, CEO da Lumen Economic Intelligence, alertou: «Se o país não elevar sua taxa de investimento acima de 20 % do PIB, permanecerá preso em uma trajetória de crescimento abaixo de 3 % ao ano».nnO presidente Gustavo Petro culpou a queda do investimento pelo aumento de juros do Banco da República para 10,25 %, afirmando que o crescimento vem do consumo das famílias e do Estado, impulsionado por ganhos reais de renda em saúde, cuidados infantis e educação pública. Críticos como o ex-ministro da Fazenda José Manuel Restrepo chamaram o ritmo de «crescimento pobre e insustentável», citando déficit fiscal, superendividamento e hostilidade ao setor privado. Um estudo do Banco de Bogotá mostrou que o setor privado cresceu 1,8 %, enquanto os gastos públicos saltaram de 0,6 % para 7,1 %, causando ‘crowding out’.nnRegionalmente, os 2,6 % da Colômbia superam a média latino-americana estimada pela Cepal em 2,4 %, embora confirmem a desaceleração, com México a 0,5 % anual e Guiana liderando com dois dígitos graças ao petróleo. O Indicador de Acompanhamento Econômico (ISE) cresceu 2,66 % em 2025, marcando 19 meses positivos, liderado pelo setor terciário (2,82 %).