A inflação de janeiro na Colômbia atingiu 1,18% mensal, superando médias históricas e destacando o amplo impacto do aumento do salário mínimo na cesta do IPC. O componente serviços impulsionou a alta, com variação anual de 6,33%. Isso interrompe dois meses de moderação, elevando a inflação anual para 5,35%.
Os dados de inflação de janeiro mostram que o aumento do salário mínimo cria efeitos amplos nos preços. Com 1,18% mensal, trata-se da quarta maior taxa de janeiro desde 2010 e 1,4 vezes a média histórica de 2010-2025. Anualmente, a taxa subiu de 5,10% para 5,35%, com 71% dos itens do IPC apresentando variações positivas. Os serviços foram o principal motor, registrando 1,18% mensal —a segunda maior para janeiro em 15 anos— e elevando a inflação anual para 6,33%, o pico desde abril de 2025. Itens como alimentação fora de casa, aluguéis, serviços domésticos e taxas de condomínio, que dependem fortemente de mão de obra, respondem por grande parte da pressão. Serviços excluindo aluguéis variaram 1,89% mensal, também o segundo maior no período. Itens sensíveis ao salário mínimo contribuíram com 59% para a variação total do IPC. Além disso, cerca de 60% do peso do IPC está indexado à inflação passada, salário mínimo ou ambos, ampliando e prolongando o impacto. Alimentos subiram 1,66% mensal, liderados por perecíveis como carnes, tomates, batatas e leite, com taxa anual de 5,11%. Itens regulados aumentaram 1,34% mensal, devido a altas no transporte urbano e combustíveis, parcialmente compensadas por tarifas menores de eletricidade e água, atingindo 5,47% anualmente. Bens tiveram 0,46% mensal, levando o anual a 2,90%, impulsionados por bebidas alcoólicas, farmacêuticos e produtos de limpeza, apesar de valorização de 11% do peso. Medidas de inflação subjacente indicam persistência: excluindo alimentos, 5,41%; excluindo alimentos e regulados, 5,39%, a maior desde setembro de 2024. Na região, a Colômbia teve o maior repique, ao contrário da queda no Chile e altas suaves no Brasil, México e Peru. Previsões para fevereiro indicam 1,22% mensal e 5,4% anual, com serviços em 7,02%. Enquanto isso, a suspensão provisória do decreto de aumento salarial de 23,78% adiciona incerteza institucional, embora os dados de janeiro já mostrem ajustes de preços. A discussão foca na indexação e seu papel na persistência inflacionária.