O ministro da Economia, Luis Caputo, projetou que a inflação de março superará os 3%, impulsionada por impactos no preço do petróleo e pela sazonalidade educacional. Os dados oficiais do INDEC serão divulgados na terça-feira, 14 de abril, às 16h. Caputo garantiu que o processo de desinflação e o crescimento econômico começarão a partir de abril.
O ministro da Economia, Luis Caputo, estimou em uma entrevista na Bolsa de Comércio de Rosário que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de março "certamente ficará acima de 3%". Ele explicou que a alta decorre de um "choque" relacionado ao petróleo que afeta as tarifas aéreas, o transporte, os combustíveis e a sazonalidade educacional.
"De abril em diante começa um processo de desinflação e crescimento; os melhores meses estão por vir", acrescentou Caputo.
Empresas de consultoria no Levantamento de Expectativas de Mercado (REM) do Banco Central projetam 3% para março, com quedas para 1,8% em agosto e setembro. A C-P estima entre 3% e 3,3%, impulsionada por preços regulados como combustíveis, eletricidade e tabaco, com alta de quase 4,7%. O BBVA Research prevê 3,2% com uma margem de ±0,2 ponto percentual, enquanto a Equilibra calcula 3,3%, liderada por itens regulados em 5,1% e alimentos não sazonais em 4,2%.
Julián Neufeld, da Fundación Libertad y Progreso, registrou um IPC de 2,9% em sua medição, atribuído ao conflito no Oriente Médio, que elevou os combustíveis em 6% na última semana de março.