Marco Lavagna renuncia ao INDEC por divergências sobre medição de inflação

O diretor do INDEC, Marco Lavagna, renunciou na segunda-feira devido a divergências com o governo sobre a implementação de uma nova metodologia para medir a inflação de janeiro. O ministro da Economia, Luis Caputo, confirmou que a mudança será adiada e nomeou Pedro Lines como substituto. Sindicatos expressam preocupações com possível manipulação de dados.

Marco Lavagna, diretor do Instituto Nacional de Estatística e Censos (INDEC), anunciou sua renúncia na segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026, a delegados sindicais, citando a recusa do governo em publicar os dados de inflação de janeiro usando o novo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) anunciado em outubro de 2025. Esse novo IPC é baseado na Pesquisa Nacional de Gastos das Famílias (ENGHO) de 2017/2018, dando maior peso a serviços, moradia e transporte, ao contrário da pesquisa de 2004 usada até agora. O ministro da Economia, Luis Caputo, admitiu em entrevistas às rádios Rivadavia e Mitre que a renúncia decorre da não implementação da mudança agora, pois o processo de desinflação ainda não está consolidado. “Marco estava trabalhando na nova metodologia e tinha previsto para agora. Com o presidente, sempre pensamos que deveria ser alterado uma vez que o processo de desinflação estivesse consolidado”, disse Caputo. Ele estimou a inflação de janeiro em cerca de 2,5% e afirmou que o novo índice produziria resultados semelhantes ao atual. Ele anunciou Pedro Lines, um economista com experiência no INDEC e tempo no Catar, como o novo diretor, que concordou em manter a metodologia atual. O chefe de gabinete, Manuel Adorni, justificou a decisão na TN: “Tivemos diferenças de critérios. Íamos ter dois índices diferentes.” Lavagna publicou no X uma mensagem agradecendo sua equipe: “Uma nova etapa se abre.” Sindicatos como a ATE, liderada por Rodolfo Aguiar, soaram o alarme sobre o momento da renúncia, oito dias antes da divulgação do IPC em 10 de fevereiro. “Não é casual... levanta dúvidas sobre o futuro do INDEC. Os trabalhadores não se prestarão a nenhuma manipulação de estatísticas”, declarou Aguiar. Raúl Llaneza, da ATE INDEC, comparou com a intervenção de 2007 sob Guillermo Moreno, exigindo independência. Esse episódio recorda manipulações passadas durante o kirchnerismo, que distorceram indicadores e levaram a condenações judiciais. Sob Milei, a inflação caiu de 211% em 2023 para 31,5% em 2025, uma conquista chave para sua administração.

Artigos relacionados

Manuel Adorni defiantly presents management report in Argentine Congress amid opposition calls for resignation, backed by President Milei.
Imagem gerada por IA

Adorni apresenta relatório de gestão no Congresso e rejeita renúncia

Reportado por IA Imagem gerada por IA

O chefe de Gabinete Manuel Adorni apresentou seu primeiro relatório de gestão à Câmara dos Deputados por quase sete horas, defendendo o histórico econômico de seu governo e rejeitando acusações de enriquecimento ilícito. Apoiado pelo presidente Javier Milei e pelo gabinete, ele enfrentou uma oposição dura que exigia sua renúncia. Adorni manteve que não cometeu crimes e que permanecerá no cargo.

O ministro da Economia, Luis Caputo, projetou que a inflação de março superará os 3%, impulsionada por impactos no preço do petróleo e pela sazonalidade educacional. Os dados oficiais do INDEC serão divulgados na terça-feira, 14 de abril, às 16h. Caputo garantiu que o processo de desinflação e o crescimento econômico começarão a partir de abril.

Reportado por IA

O presidente Javier Milei encerrou a Cúpula da AmCham 2026 defendendo o ajuste fiscal e monetário em meio à inflação de 3,4% em março. Ele atribuiu o aumento a fatores transitórios, como os choques do ano passado, e prometeu que 'a inflação vai desabar'. Ele rejeitou firmemente aceitar mais inflação para estimular o crescimento, classificando a ideia como 'lixo'.

Leonardo Villar, gerente-geral do Banco de la República, e Germán Ávila, ministro da Fazenda, entraram em conflito em um debate de controle político sobre o impacto fiscal dos recentes aumentos nas taxas de juros. Villar defendeu a autonomia do banco e criticou o descrédito por parte do governo. Ávila respondeu destacando seu passado guerrilheiro e questionando os aumentos das taxas na Colômbia em comparação com outros países.

Reportado por IA

A comissão revisora da acusação constitucional contra o ex-ministro Nicolás Grau ouviu o diretor de orçamento e o ex-ministro Mario Marcel nesta quarta-feira. Ambos abordaram as discrepâncias nas projeções fiscais para o primeiro trimestre de 2026.

Este site usa cookies

Usamos cookies para análise para melhorar nosso site. Leia nossa política de privacidade para mais informações.
Recusar