A renúncia de Marco Lavagna como diretor do INDEC gerou uma crise na agência de estatísticas da Argentina, com acusações de manipulação de dados para apoiar a narrativa do governo de Javier Milei. Analistas traçam paralelos com práticas kirchneristas, enquanto a administração tenta controlar os danos e planeja um novo índice de inflação para agosto de 2026.
A saída de Marco Lavagna do Instituto Nacional de Estatística e Censos (INDEC) da Argentina reacendeu preocupações sobre a integridade dos dados oficiais. Economistas como Diego Giacomini acusaram o governo de Javier Milei de tentar adaptar as estatísticas para se adequar à sua narrativa econômica, particularmente em relação à inflação e à atividade. «Estamos diante de um governo que quer usar as estatísticas oficiais», declarou Giacomini na Rádio 10, acrescentando que a manipulação dos dados de inflação viola contratos indexados privadamente e cria um «apagão estatístico».