Após a decisão do Banco de la República de manter as taxas de juros em 9,25%, o presidente Gustavo Petro acusou o banco de favorecer interesses financeiros em detrimento da economia progressista e dos trabalhadores, alegando que a política eleva efetivamente as taxas reais em meio à queda da inflação.
Em resposta à votação do Conselho Diretor do Banco Central em 19 de dezembro para manter a taxa de política monetária inalterada em 9,25% —marcando oito meses sem ajustes—, o presidente Gustavo Petro criticou a decisão em sua conta no X. Ele argumentou que a queda da inflação levou a um aumento real nos custos de empréstimo, apesar de não haver alta nominal. «O Banco diz que não aumenta a taxa, mas isso não é verdade: o que sobe é a taxa de juros real, porque a inflação caiu», afirmou Petro. Ele alertou que essa postura restritiva poderia fortalecer o peso e sufocar o crescimento, em contraste com os cortes iminentes nos EUA e no Reino Unido.
O gerente do Banco Central, Leonardo Villar, defendeu a decisão, citando a distância da inflação da meta de 3%. «Enquanto a inflação permanecer distante da faixa-alvo, a política monetária deve permanecer restritiva», disse Villar.
Petro intensificou ao questionar a independência do banco: «O Banco Central é independente, mas apenas da economia progressista e dos trabalhadores; depende dos interesses dos donos do capital financeiro.» Ele refletiu sobre um erro passado ao aceitar um indicado para o conselho do ex-ministro da Fazenda José Antonio Ocampo, observando: «Aceitei ingenuamente. Pensei que ele fosse progressista. Hoje eu poderia ter a maioria do conselho do lado do povo trabalhador.»