O banco central da Colômbia pode aumentar a sua taxa de política em 50 pontos-base para 9,75% na reunião de 30 de janeiro, segundo analistas inquiridos pela Anif e Corficolombiana. A medida abordaria a inflação de 2025 de 5,15% e um aumento de 23% no salário mínimo que impulsionou as expectativas de inflação. O contexto global, com taxas estáveis da Fed e a política do Brasil, molda as perspetivas locais.
O banco central da Colômbia manteve a sua taxa de intervenção em 9,25% durante oito meses desde abril de 2025, quando a cortou em 25 pontos-base de 9,50%. Esta estabilidade foi mantida na última votação do Conselho, com quatro a favor da manutenção contra dois que defendiam um corte de 50 pontos-base, incluindo o ministro das Finanças Germán Ávila. A sondagem da Anif a 19 analistas mostra que oito, incluindo Aval Casa de Bolsa, Asobancaria e Banco de Occidente, esperam um aumento de 50 pontos-base para 9,75% na sexta-feira, 30 de janeiro. O BBVA propõe um aumento maior de 100 pontos-base para 10,25%, enquanto o Itaú estima 75 pontos-base para 10%. Em contrapartida, Banco Agrario e Pontificia Universidad Javeriana antecipam nenhuma mudança, embora recomendem pelo menos 25 pontos-base para 9,50%. A Corficolombiana concorda com uma possível subida de 50 pontos-base por maioria de 4-3, citando o aumento do salário mínimo que elevou as expectativas de inflação de 4,5% para 5,9%, o maior salto mensal registado. «Aumentou o risco de efeitos de segunda ronda, com uma subida nas expectativas a 24 meses de 3,9% para 4,6%, o maior aumento mensal histórico», afirma a empresa. A inflação marcaria seis anos acima da faixa-alvo. Internacionalmente, a primeira reunião do FOMC da Fed manterá as taxas em 3,5% a 3,75%, com Jerome Powell a afirmar a continuidade da política. O Brasil manterá a Selic em 15%, adiando cortes até março. O Itaú nota estes fatores externos, mais a inflação local de 5,15%, podendo iniciar um ciclo ascendente na Colômbia, afetando custos de crédito, consumo e investimento. A Corficolombiana prevê que a taxa atinja 11,75% até final de 2026.