Após projeções de cerca de 5,2% para o final de 2025, o Departamento Administrativo Nacional de Estatística (Dane) da Colômbia reportou uma inflação anual real de 5,1% para dezembro de 2025, queda de 10 pontos base em relação a dezembro de 2024. Esse número abaixo do esperado destaca as pressões persistentes em moradia, serviços e alimentos em meio a aumentos do salário mínimo, enquanto o banco central avalia movimentos nas taxas de juros.
O Dane anunciou o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de dezembro de 2025 em 5,1% em termos anuais, contra 5,2% em dezembro de 2024 e abaixo da pesquisa de novembro da Citi de 5,19%. Isso marca uma desaceleração modesta na desinflação em relação a meses anteriores, com o mínimo anual em 4,82% em junho. Os principais impulsionadores incluíram restaurantes e hotéis (7,91%), educação (7,36%), saúde (7,2%), bebidas alcoólicas e tabaco (6,37%) e transportes (5,35%). Moradia e serviços contribuíram com 1,48 ponto percentual, liderados por aluguéis, enquanto a eletricidade arrefeceu. Alimentos e bebidas não alcoólicas adicionaram 0,95 ponto, e restaurantes/hotéis 0,87. O IPC mensal subiu 0,27%, impulsionado por transportes e refeições relacionados às festas. Variações por cidades: Bucaramanga (5,78%), Pereira (5,77%), Bogotá (5,41%); as mais baixas em Valledupar (3,49%), Santa Marta (3,64%), Montería (3,92%). Ainda acima da meta de 3% do Banco de la República —e prolongando os desvios projetados pelo sexto ano—, isso alimenta expectativas de altas de 50-75 pontos base nas taxas em janeiro de 2026, em meio a um aumento de 23,7% no salário mínimo. César Pabón, da Corficolombiana, alertou: «Com os impactos do salário mínimo, o panorama para 2026 piora; espere altas de 50 pb, possivelmente 75 pb.» As projeções para dezembro de 2026 média 4,64%, com meta de 3% visada até 2030.