Após negociações paralisadas em que sindicatos exigiam alta de 16% e empresas alertavam para riscos econômicos, o presidente Gustavo Petro decretou em 30 de dezembro um aumento de 23% no salário mínimo da Colômbia para 2026, para 1.750.905 pesos mais auxílio-transporte 24,5% maior de 249.095 pesos, totalizando 2 milhões de pesos mensais. O reajuste beneficia 2,4 milhões de trabalhadores formais e visa o 'salário vital' da OIT, mas provoca debate sobre inflação, impactos nas PMEs e competitividade.
O ajuste eleva o salário dos 1.423.500 pesos de 2025, entregando crescimento real de 18,7% e acumulado de 36% sob Petro — o maior desde os anos 1960. O ministro do Trabalho Antonio Sanguino disse que reduz a lacuna com a referência de salário vital de 1,8 milhão de pesos, estimulando o consumo para crescimento do PIB acima de 5%, segundo o ministro da Fazenda Germán Ávila.
Grupos empresariais reiteraram preocupações após o anúncio. A presidente do turismo da Anato, Paula Cortés Calle, destacou desalinhamentos com previsões setoriais de 8-12% e força do dólar em 3.700 pesos. Bruce Mac Master da Andi observou que 11 milhões de trabalhadores informais enfrentam altas de custos sem ganhos, pressionando PMEs. Jaime Alberto Cabal da Fenalco julgou-o 'desproporcional' em relação à inflação.
Sindicatos, incluindo Fabio Arias da CUT, celebraram como correção histórica às desigualdades, argumentando que freia o desemprego, impulsiona a demanda e evita espirais de preços graças à desindexação de mais de 200 itens — incluindo planos de moradia VIS/VIP.
Efeitos colaterais incluem aumentos integrais para aposentados de um salário, ajustes ligados ao IPC para outros, tetos de moradia VIS subindo para 262 milhões de pesos e possíveis saltos de 200 pesos nas tarifas de transporte público (Asocapitales). O salário da Colômbia equivale a US$ 540, o quinto na América Latina.