O presidente Gustavo Petro decretou o aumento do salário mínimo para 2026 sob o conceito de 'salário mínimo vital', inspirado nos padrões da OIT, após negociações fracassadas entre o governo, as empresas e os trabalhadores. Esta abordagem visa garantir uma renda suficiente para uma vida digna dos trabalhadores e suas famílias, além de meramente compensar a inflação.
Após quase um mês de discussões sem acordo na mesa de concertação, o presidente Gustavo Petro anunciou o ajuste salarial para 2026 por decreto presidencial. A medida introduz pela primeira vez na política salarial da Colômbia o termo 'salário mínimo vital', alinhado às recomendações da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
O prazo legal para consenso entre as partes expirou em 15 de dezembro, de acordo com a Lei 278 de 1996. Sem acordo, o governo assumiu a definição do aumento, com prazo até 30 de dezembro. Petro enfatizou que 'o salário é familiar, não individual, e esse conceito está no decreto', observando que uma renda única frequentemente sustenta toda uma família.
A OIT define o salário vital como o montante necessário para cobrir um padrão de vida digno, considerando o contexto econômico local e uma jornada de trabalho padrão. Abrange componentes essenciais como alimentação nutritiva, moradia decente com serviços públicos, acesso à saúde e segurança social, educação e transporte. Este modelo equilibra as necessidades dos trabalhadores com fatores como produtividade e emprego.
O artigo 53 da Constituição Política apoia essa visão, exigindo remuneração mínima, vital e móvel para condições dignas. O governo sugere avaliar a cesta básica familiar, incluindo não só alimentos, mas também educação e serviços, para promover a equidade e direitos fundamentais como saúde e moradia.
A implementação deste conceito representa um desafio: equilibrar o poder de compra com a sustentabilidade econômica e a formalização do trabalho, ao mesmo tempo em que se incentiva o diálogo social e o crescimento inclusivo.