O mercado financeiro colombiano antecipa que o Banco de la República elevará sua taxa de juros na reunião de 30 de janeiro de 2026, de acordo com uma pesquisa da Citi. De 25 entidades consultadas, 17 esperam um ajuste para 9,75%, enquanto apenas cinco preveem que permaneça em 9,5%. Essa perspectiva é impulsionada pelo aumento do salário mínimo e inflação projetada em 5,8%.
A primeira reunião de 2026 do Banco de la República, marcada para sexta-feira, 30 de janeiro, moldará a política monetária do primeiro trimestre. As expectativas do setor financeiro, coletadas na pesquisa de janeiro da Citi, apontam para um aumento moderado da taxa de juros a partir dos atuais 9,5%.Entre 25 entidades pesquisadas, incluindo bancos e think tanks, 17 preveem um aumento de 25 pontos-base para 9,75% para combater as pressões inflacionárias. Apenas cinco antecipam nenhuma mudança. Essa perspectiva é moldada pelo aumento de 23,7% do salário mínimo para 2026, superando as previsões empresariais de 11% e podendo impulsionar a demanda interna enquanto eleva os custos trabalhistas e os preços ao consumidor.A inflação foi inicialmente projetada em 4,3% para o final do ano, mas o ajuste salarial a elevou para 5,8%, segundo analistas. Anif, um think tank, apoia o aumento para 9,75% para conter o ímpeto da demanda e evitar a deriva das expectativas de inflação. Na votação do Conselho de Diretores, o ministro da Fazenda Germán Ávila, Laura Moisá e César Giraldo podem resistir a um ajuste maior.Empresas como Itaú e BBVA adotam uma postura mais firme: Itaú vê 10%, observando que o aumento salarial nominal de 23% (18% real) exige política mais apertada. 'É provável que o Banco de la República endureça sua postura restritiva para reancorar as expectativas', disse Carolina Monzón, diretora de pesquisa econômica da Itaú Colômbia. Até o final de 2026, as previsões variam de 10% (Moody's Analytics) a 12,25% (BBVA), acima do fechamento de 2025.Esse cenário destaca o equilíbrio entre crescimento econômico e estabilidade de preços na Colômbia.