O Conselho de Estado suspendeu provisoriamente o Decreto 1469 de 2025, que fixava o salário mínimo de 2026 em $1.750.905 com aumento de 23,7 %. O governo deve emitir novo decreto transitório em oito dias, enquanto o original permanece em vigor até publicado. Vários setores reagiram, do apoio dos gremios à defesa do executivo.
O Conselho de Estado da Colômbia emitiu medida cautelar suspendendo provisoriamente o Decreto 1469 de 2025, expedido em 29 de dezembro de 2025, que estabelecia aumento de 23,7 % no salário mínimo para 2026, fixando-o em $1.750.905 mais subsídio de transporte de $249.095, totalizando quase $2 milhões. Essa decisão responde a ações judiciais alegando que o aumento não atendeu critérios técnicos como inflação, produtividade e capacidade de pagamento das empresas, conforme Lei 278 de 1996. O tribunal ordenou ao Governo Nacional expedir e publicar novo decreto transitório em oito dias corridos, aplicando plenamente parâmetros constitucionais e legais, incluindo meta de inflação, crescimento do PIB e contribuição dos salários à renda nacional. A suspensão não afeta direitos adquiridos, como pagamentos de folha e pensões feitos sob o decreto original, que permanece em vigor até a publicação do novo. O ministro do Trabalho, Antonio Sanguino, convocou a Comissão Permanente de Concertação Salarial e Política Trabalhista para 16 de fevereiro de 2026, às 10h, no Ministério, por instrução do presidente Gustavo Petro. Sanguino chamou a decisão de 'precipitada e ultrajante para os trabalhadores' e anunciou ações judiciais para defender o 'salário vital' ordenado pelo artigo 53 da Constituição. Petro afirmou: 'Respeitarei sua decisão, mas agirei conforme a constituição', e defendeu que o decreto incluía todos os critérios econômicos. Gremios como Fenalco, liderado por Jaime Alberto Cabal, apoiaram a suspensão, argumentando que 'a ilegalidade do decreto era evidente' e que protege a Constituição e o emprego formal, estimando 772.340 empregos em risco. Acopi expressou preocupação com a incerteza jurídica afetando microempresas, que contratam majoritariamente trabalhadores de salário mínimo. A Andi, dirigida por Bruce Mac Master, não processou, mas instou a mitigar efeitos na inflação e emprego. O ministro do Interior, Armando Benedetti, classificou-a como 'decisão política' e prometeu recurso, garantindo que o aumento será pago em 28 de fevereiro. Dados do Dane mostram 2,4 milhões de trabalhadores ganhando exatamente o salário mínimo, impactando setores vulneráveis como aprendizes do SENA e soldados. Essa medida deixa cerca de 60-70 bens e serviços indexados ao mínimo em suspenso, como mensalidades educacionais e consultas médicas.