Illustration of Colombian floods with government officials announcing emergency decrees for aid funding amid skeptical onlookers.
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Governo colombiano emite decretos para enfrentar emergência de inundações

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O governo colombiano emitiu vários decretos no âmbito da Emergência Econômica, Social e Ecológica declarada devido às inundações em oito departamentos, incluindo um imposto de 16% sobre apostas digitais e uma adição de 8,6 trilhão ao orçamento de 2026. Essas medidas visam financiar ajuda às vítimas e revitalizar a economia local. Críticos como Andi e AmCham questionam seu impacto no investimento.

Em 12 de março de 2026, o governo colombiano, sob o presidente Gustavo Petro, emitiu decretos para enfrentar a emergência provocada pelas fortes chuvas que afetam Córdoba, Antioquia, La Guajira, Sucre, Bolívar, Cesar, Magdalena e Chocó, declarada em 11 de fevereiro por meio do Decreto 0150. Decreto 0240 introduz medidas tributárias: um imposto sobre consumo de 16% em jogos de azar e apostas operados exclusivamente online, calculado sobre receitas brutas menos prêmios; uma normalização tributária temporária de 19% para ativos omitidos ou passivos inexistentes a partir de 1º de abril de 2026; ajustes no imposto de patrimônio, incluindo filiais de empresas estrangeiras, pagável em duas prestações em abril e junho; e reduções transitórias em sanções e juros para dívidas até 31 de dezembro de 2025, com taxas de 4,5% e sanções de apenas 15% se pagas até 30 de abril. A DIAN ganha poderes para conciliações com descontos de até 85%. Decreto 0241 adiciona 8,6 trilhão ao Orçamento Geral da Nação de 2026, financiado por essas medidas. Os recursos são alocados da seguinte forma: 1,6 trilhão para Agricultura em acesso à terra e recuperação de agronegócios; 1 trilhão para Educação em infraestrutura escolar; 1,3 trilhão para Habitação em reassentamentos e saneamento; 1,1 trilhão para UNGRD em recuperação; 626.220 milhões para Transporte em estradas e pontes; e 455.271 milhões para Saúde em atendimento a traumas e saúde mental. Outros decretos incluem o 0242, que suspende a faturamento de gás para usuários afetados até a restauração do serviço e oferece facilidades de pagamento em 12 meses para estratos 1 e 2; 0243, que concede a governadores e prefeitos poderes para reorientar orçamentos, prorrogar tributos e contratar créditos do tesouro até 15% das receitas; 0244, que fornece garantias de crédito de até 90% para a economia popular via FNG e FAG, subsidiadas pelo Estado; e 0245, que autoriza transferências monetárias, auxílio alimentar e capital semente para vítimas pela Prosperidad Social. O Comitê Autônomo de Regra Fiscal (CARF) considerou o cenário fiscal 'improvável' devido a cortes de gastos pouco claros, estimando um rombo de 32,1 trilhão. Petro rebateu que seria alcançado com 16 trilhão de impostos sobre os ricos e redução de custos da dívida. Bruce Mac Master, presidente da Andi, criticou o pacote como uma 'afronta à democracia' que prejudica investimentos, pedindo suspensão pelo Tribunal Constitucional. María Claudia Lacouture, da AmCham, viu-o como um 'atalho' que revive medidas anuladas.

O que as pessoas estão dizendo

As discussões no X sobre os decretos do governo colombiano para a emergência de inundações concentram-se na adição de 8,6 trilhão ao orçamento e no novo imposto de 16% sobre apostas digitais. Grupos empresariais como ANDI e AmCham criticam as medidas como tributação oportunista que compromete investimentos e segurança, pedindo revisão pelo Tribunal Constitucional. Políticos condenam o timing em meio a eleições como uma manobra, enquanto mídias detalham alocações de ajuda de forma neutra, e algumas vozes locais elogiam a resposta às necessidades das vítimas.

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