O Dane informou que o PIB da Colômbia subiu 2,2% no primeiro trimestre de 2026, abaixo dos 2,5% registrados um ano antes. O crescimento foi impulsionado principalmente pelos gastos públicos e pelo consumo das famílias, enquanto setores como construção e agricultura registraram quedas.
O Departamento Administrativo Nacional de Estatística revelou que as atividades de administração pública, defesa, saúde e educação cresceram 5,7%, seguidas por artes e entretenimento com 3,2%, e comércio, transporte e alojamento com 2,9%. Em contraste, a construção caiu 5,4%, a agricultura 1,4% e a mineração 0,1%.
Bruce Mac Master, presidente da Andi, expressou preocupação com o baixo crescimento e o papel protagonista dos gastos públicos. “O crescimento está sendo liderado pelos gastos públicos em um momento em que o déficit fiscal está em torno de 7%”, disse ele. Ele também observou que o investimento mal atinge 17% do PIB e que o país está perdendo posicionamento regional.
María Claudia Lacouture, presidente da Amcham, reconheceu a resiliência da economia, mas alertou que setores-chave como agricultura e mineração ainda carecem de dinamismo suficiente. “A Colômbia está crescendo, e isso deve ser reconhecido. Mas a questão não é apenas quanto crescemos, mas se estamos crescendo sobre bases sólidas”, afirmou.