O número de funcionários nas prefeituras brasileiras aumentou 21% entre dezembro de 2021 e 2025, passando de 6,2 milhões para 7,5 milhões, segundo dados da Pnad do IBGE compilados pelo economista Bruno Imaizumi. Esse crescimento supera o de outras esferas públicas e o emprego formal privado. A expansão reflete demandas populacionais e melhora fiscal.
Dados da Pnad, do IBGE, compilados por Bruno Imaizumi, da 4intelligence, mostram que o contingente de funcionários municipais subiu de 6,2 milhões em dezembro de 2021 para 7,5 milhões em 2025, um aumento de 21%. Na administração federal, o crescimento foi de apenas 2%, de 1,62 milhão para 1,65 milhão, enquanto a estadual avançou 7,39%.
O emprego formal na iniciativa privada cresceu 16,73% no mesmo período. No trimestre encerrado em janeiro de 2026, o setor público expandiu 4,5% em termos interanuais, contra 2,1% no privado com carteira assinada, o maior ritmo entre as categorias ocupacionais.
Imaizumi atribui o fenômeno à demanda por serviços, especialmente saúde, e à melhora nas contas públicas a partir de 2022. "De 2022 em diante, as contas de municípios e estados melhoraram, e eles conseguiram mais espaço para contratar. Isso sem nem contar as emendas parlamentares", disse ele.
Relatório da IFI indica que restrições da pandemia, que barraram contratações até 2021, foram superadas depois. Municípios destinam em média 50% das despesas primárias a pessoal, com déficits em 2023-2024 revertidos para superávit em 2025, graças a receitas maiores e queda de 31% nos investimentos.