O Grupo Cibest alertou para a alta informalidade laboral e o trabalho autônomo vulnerável na Colômbia, apesar da recuperação na criação de empregos. Dados do Dane mostraram uma taxa de desemprego de 8,8% em março. O relatório destaca desafios, incluindo 55,6% de informalidade e crescimento salarial sem ganhos de produtividade.
Após o Dane reportar 2,34 milhões de desempregados em março com uma taxa de 8,8%, o Grupo Cibest afirmou que desafios como a alta informalidade e o trabalho autônomo vulnerável persistem apesar do aumento da ocupação.
A criação de empregos se recuperou, passando de cerca de 112 mil novas vagas mensais para aproximadamente 740 mil desde 2025. A taxa nacional de desemprego teve média de 8,9% em 2025, a mais baixa já registrada, com novos recordes de baixa nos primeiros meses de 2026. Esses resultados decorrem, em parte, do aumento da população inativa e das remessas, mantendo a Taxa Global de Participação abaixo da média histórica.
A informalidade ficou em 55,6% no ano até março, sendo 44% nas grandes cidades e quase 85% nas áreas rurais. Setores como agricultura, construção, comércio e serviços concentram mais de 70% do emprego informal. Trabalhadores por conta própria representam cerca de 41%, com uma parcela significativa sem estabilidade laboral ou proteção social; os autônomos que contribuem para a previdência social sem contratos representam quase 23% e cresceram em 2026.
O emprego público subiu de uma média histórica de 11,8% para 12,2%, com um crescimento anual de 9,7% no primeiro trimestre, ligado ao aumento das despesas operacionais e ao ciclo eleitoral. As rendas subiram 13,1% para trabalhadores formais e 9,3% para informais nos primeiros meses de 2026, mas sem melhorias evidentes de produtividade em meio a pressões inflacionárias.