Roberto Baradel, líder histórico do Sindicato Unificado de Trabalhadores da Educação de Buenos Aires (Suteba), anunciou que não concorrerá nas eleições sindicais de maio após mais de 18 anos à frente do sindicato. Seu espaço político apoiará María Laura Torre como candidata para continuar a liderança. Baradel manterá cargos em outras organizações sindicais nacionais.
Após mais de 18 anos liderando o Suteba, o maior sindicato de professores da província de Buenos Aires, Roberto Baradel confirmou que não buscará reeleição nas eleições internas marcadas para 13 de maio de 2026. As novas autoridades tomarão posse em 23 de maio. O sindicato tem mais de 100.000 filiados em um sistema educacional provincial que supera 300.000 professores. A lista oficial Celeste, alinhada ao espaço de Baradel, indicará María Laura Torre, líder sindical histórica e atual secretária-geral adjunta. Enfrentará a Lista Multicolor, ligada a setores de esquerda e liderada pela deputada Romina Del Plá, que dirige algumas seções. Baradel explicou sua decisão enfatizando a continuidade: “É importante dar continuidade a uma construção coletiva e construir pontes com colegas mais jovens.” Embora esteja deixando o cargo de secretário-geral do Suteba, continuará como secretário-geral adjunto da Confederação de Trabalhadores da Educação da República Argentina (Ctera) e na Secretaria de Relações Internacionais da Central de Trabalhadores da Argentina (CTA), cargos que buscará renovar este ano. Baradel ganhou destaque em disputas salariais passadas, como as greves durante a administração de Daniel Scioli com mais de 20 dias sem aulas, e as paralisações de 2017 sob María Eugenia Vidal, que levaram a tensões prolongadas. Durante o governo de Alberto Fernández, apoiou o fechamento de escolas durante a pandemia de COVID-19. Sob Axel Kicillof, as relações foram mais estáveis, com uma greve recente em março junto a outros sindicatos. Essa saída marca o fim de uma era no sindicalismo docente de Buenos Aires, onde Baradel foi uma figura central.