A Unión Docentes Argentinos (UDA) rejeitou a proposta econômica do governo nas negociações nacionais de professores, considerando insuficiente o piso salarial mínimo de $650.000 para março e $700.000 para abril. As negociações foram suspensas até 8 de abril. O sindicato alega que os valores não cobrem as necessidades básicas em meio à inflação.
Na quinta-feira, 19 de março de 2026, na sede da Secretaría de Trabajo de la Nación, a Unión Docentes Argentinos (UDA), liderada por Sergio Romero, rejeitou a oferta salarial dos funcionários do governo de Javier Milei durante as negociações nacionais de professores. A proposta visava aumentar o salário mínimo dos professores para $650.000 em março e $700.000 em abril, mas o sindicato considerou a proposta insuficiente devido ao aumento de preços no primeiro trimestre. Antes da reunião, a UDA havia alertado que não aceitaria "salários de fome" para seus membros, que dependem desse piso nacional em várias províncias para definir suas escalas salariais. O líder da UDA, Sergio Romero, declarou após a reunião: "Isso foi rejeitado durante a reunião". Sem chegar a um acordo, as partes concordaram em fazer um recesso até 8 de abril, quando as negociações serão retomadas. Essa rejeição ocorre em meio à agitação no setor educacional, com reclamações de subfinanciamento do sistema e erosão do poder de compra dos professores. Anteriormente, os sindicatos de professores apoiados pela CGT convocaram uma greve nacional em 2 de março. Os técnicos do sindicato observaram que o valor oferecido fica abaixo da cesta básica total, exacerbando o conflito nas jurisdições provinciais.