Mais de 1.600 delegados sindicais da Frente Sindical Unida (FreSU) aprovaram nesta sexta-feira um programa sindical de dez pontos focado em um salário digno e na distribuição de riqueza. O plenário nacional, realizado no Dia Internacional do Trabalhador, defendeu o direito de greve e previu um plano de luta. Líderes sindicais criticaram o Governo e convocaram a resistência às reformas trabalhistas.
A Frente Sindical Unida (FreSU), que reúne mais de 140 organizações das três centrais sindicais, realizou seu primeiro plenário nacional nesta sexta-feira com mais de 1.600 delegados sindicais. A reunião aprovou o documento “Unidade, Luta e Rebeldia para Recuperar a Pátria”, abordando a crise com a queda do salário real, a precarização do trabalho e a desigualdade crescente.
O primeiro ponto exige um Salário Mínimo Vital e Móvel de $ 2.802.755 para um trabalhador sem dependentes, cobrindo alimentação, moradia, educação e outros itens essenciais. O texto inclui aumentos salariais gerais, negociações livres sem tetos e igualdade salarial para trabalho igual. O programa também exige a revogação de leis trabalhistas regressivas, a defesa de acordos coletivos e a limitação da terceirização.
Abel Furlán, secretário-geral da UOM, afirmou: “Nunca mais, daqui para o futuro, os trabalhadores andarão na escuridão. Temos um Programa claro, sabemos o que devemos defender para nós, nossas famílias e nossa Pátria”. Ele antecipou a expansão da frente para construir “uma greve para dizer basta”.
Rodolfo Aguiar, da ATE, disse: “Existe apenas uma maneira de derrotar a reforma trabalhista, de enterrá-la para sempre, e é não a cumprindo nos locais de trabalho”. Daniel Yofra, da Federação de Oleaginosas, destacou que a FreSU foi formada “pensando na luta” contra o Governo e os empregadores. O plenário apoiou La Fraternidad contra uma sanção da Secretaria do Trabalho, classificada como perseguição.