A ministra Maropene Ramokgopa enfrenta alegações de ter aceitado três SUVs de luxo da BAIC doados para a Liga Feminina do CNA e de tê-los repassado a familiares sem divulgação. As alegações seguem acusações semelhantes feitas contra a ministra Sisisi Tolashe na semana passada. Ambas as ministras negam ter recebido veículos de autoridades chinesas.
O Daily Maverick relata que a ministra do Planejamento, Monitoramento e Avaliação, Maropene Ramokgopa, teria recebido três SUVs BAIC X55 no final de 2023, destinados como doações para a Liga Feminina do CNA (ANCWL) por parte de representantes chineses. Na época, Ramokgopa atuava como coordenadora nacional da ANCWL, enquanto Sisisi Tolashe era presidente. A ministra não declarou os veículos no Registro de Interesses dos Membros do Parlamento para 2023, 2024 ou 2025.
O porta-voz de Ramokgopa, Phetole Rampedi, declarou: “A ministra nunca recebeu nenhum carro de autoridades chinesas”. Os investigadores rastrearam um BAIC X55 amarelo registrado em nome de seu filho, Xhantilomzi Ntuli, em 30 de janeiro de 2024. Fontes alegam que outro foi usado por sua mãe em Limpopo e um terceiro por associados de Luvo Makasi em um bairro próximo a Whittlesea, no Cabo Oriental, onde moradores confirmaram ter visto um BAIC X55 vermelho ligado à família Makasi.
O CNA e a ANCWL afirmam não ter registros da doação, possivelmente ligada à embaixada da China em Pretória sob o comando do ex-embaixador Chen Xiaodong. A BAIC África do Sul negou conhecimento dos veículos. Tolashe disse anteriormente ao Parlamento que os carros eram para a ANCWL e não exigiam declaração.
Ramokgopa, aliada próxima do presidente Cyril Ramaphosa e membro do alto escalão do CNA, visitou uma fábrica da BAIC em Gqeberha em maio de 2025. As alegações, se comprovadas, podem trazer desafios para o presidente, já que ambas as ministras ocupavam cargos na Presidência durante as supostas doações.