Senado rejeita acusação constitucional contra Pardow

O Senado do Chile rejeitou a acusação constitucional contra o ex-ministro de Energia Diego Pardow após sete horas de debate. Os dois capítulos do impeachment, ligados a erros na faturação de eletricidade, foram rejeitados com apoio de votos da oposição. Pardow demonstrou emoção e gratidão pelo devido processo.

A Câmara do Senado rejeitou os dois capítulos da acusação constitucional contra Diego Pardow, ex-ministro de Energia da Frente Amplio, decorrentes de erros metodológicos que causaram cobranças duplas de inflação nas contas de eletricidade e um problema com a avaliação de ativos da Transelec em outubro de 2024.

O primeiro capítulo, que o responsabilizava diretamente pelo erro na definição de tarifas, recebeu 17 votos a favor, 28 contra e uma abstenção. O segundo, sobre a suposta ocultação do alerta da Transelec que elevava as tarifas, obteve 21 votos a favor, 21 contra e três abstenções, sem atingir o quórum de 25 votos necessário para aprovação.

O resultado foi garantido pelo apoio de senadores da Renovación Nacional (RN), incluindo Manuel José Ossandón, Francisco Chahuán e Carmen Gloria Aravena; Sebastián Keitel do Evópoli; Matías Walker dos Democratas; e Juan Castro do Partido Social Cristiano (PSC). O governo, liderado por figuras como a ministra Macarena Lobos e o ministro Álvaro Elizalde, realizou um intenso lobby para essa mudança da oposição.

Pardow, visivelmente emocionado, recordou seu pai, um professor demitido durante a ditadura, e agradeceu o respeito no debate: «A única consequência material que essa acusação constitucional teve foi obviamente impedir que eu exerça minha posição acadêmica na Universidade do Chile. Meu pai era acadêmico na Universidade do Chile e foi demitido pela ditadura. Quando falamos de nossas instituições melhorando, hoje tive o espaço que ele não teve, para apresentar argumentos, para oferecer a pessoas que pensam diferente uma perspectiva sobre o que era justo».

O único voto oficialista a favor veio do senador Pedro Araya (PPD), que criticou a gestão por falta de supervisão adequada. Elizalde saudou a decisão: «Hoje a justiça foi feita». Ausências como as de Felipe Kast e María José Gatica afetaram o quórum, e o erro de voto de Yasna Provoste (DC) não alterou o resultado.

Essa rejeição alivia tensões no Executivo e busca estabilizar o cenário político para o próximo período parlamentar.

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