O presidente do Senado, Amason Kingi, ordenou a prisão imediata do governador de Samburu, Lati Lelelit, após ele ser visto dentro das dependências do Parlamento, apesar de um mandado de prisão ativo. A diretriz foi dada durante uma sessão do Senado por volta das 15h25 de 1º de abril de 2026. A ordem intensifica o impasse entre senadores e governadores sobre convocações para auditorias.
O presidente do Senado, Amason Kingi, ordenou que o sargento de armas prendesse o governador de Samburu, Lati Lelelit, e o escoltasse até a delegacia de polícia do Parlamento após confirmar sua presença no local. "Neste meio tempo, ordeno ao sargento de armas que escolte o governador de Samburu, caso ele ainda esteja nas dependências do Parlamento, até a delegacia de polícia mais próxima", disse Kingi. Antes da ordem, o líder da maioria no Senado, Aaron Cheruiyot, pediu uma ação rápida. "Este é um assunto sério que exige sua atenção urgente, Sr. Presidente... emita diretrizes antes que o governador desapareça e que ele seja levado à delegacia aqui no Parlamento", afirmou Cheruiyot. O senador de Kitui, Enoch Wambua, apoiou a medida, acusando governadores de desafiarem as convocações do Senado e citando a resistência do governador de Nairóbi, Johnson Sakaja. O governador Lelelit estava falando com a imprensa do lado de fora do Parlamento quando a ordem foi emitida, tendo acabado de chegar para se reunir com a liderança do Senado a fim de evitar a prisão. O comitê de supervisão distrital do Senado expressou frustração com as ausências repetidas dos governadores para esclarecimentos sobre auditorias. O presidente do Conselho de Governadores, Ahmed Abdullahi, criticou as prisões, alertando que elas ameaçam o Estado de Direito em meio a alegações de suborno contra membros do comitê. Ele observou que 29 governadores foram convocados, mas apenas dois compareceram, reafirmando o compromisso com a responsabilidade, ao mesmo tempo em que se opõe ao que chamou de aplicação discriminatória da lei.