A presidente Claudia Sheinbaum anunciou em 1º de abril que Héctor Alonso Romero Gutiérrez substituirá Rafael Marín Mollinedo como diretor da Agência Nacional de Alfândegas (ANAM) do México. Ela elogiou o mandato de Marín e negou motivos eleitorais para sua saída. Marín assumirá um cargo em Yucatán.
Em sua coletiva de imprensa matinal em 1º de abril no Palácio Nacional, Claudia Sheinbaum confirmou a saída de Rafael Marín Mollinedo da direção da ANAM, cargo que ocupou desde fevereiro de 2025, após uma passagem anterior em 2022. "Ele me disse que me ajudaria por apenas um ano e já se passou um ano e um pouco mais. Ele nos ajudará em Yucatán, seja no Bem-Estar ou no Governo", explicou a presidente.
Sheinbaum elogiou o "desempenho extraordinário" de Marín, destacando um crescimento impressionante da receita alfandegária em 2025, com um aumento real de 15,5%, apesar de uma queda de 2,3% nas operações. Ela negou que a renúncia tenha decorrido de motivos eleitorais ou má gestão, apesar de desafios como o contrabando de combustível, conhecido como huachicol fiscal, na fronteira com os Estados Unidos.
Héctor Alonso Romero Gutiérrez, o novo diretor, é formado em Desenvolvimento Sustentável pelo Tecnológico de Monterrey e mestre em Mercados de Energia e Finanças pela Universidade de Edimburgo. Desde 2023, ele liderava a unidade de apoio técnico da CFE com um salário líquido mensal de 103 mil pesos, e trabalhou na Comissão Reguladora de Energia e no setor privado de energia eólica. Sheinbaum disse que ele impulsionará a receita, a digitalização e novas tecnologias na Alfândega.
O mandato de Marín enfrentou alegações de corrupção, como o caso de Alex Tonatiuh Márquez Hernández, ex-chefe de Investigações Aduaneiras demitido por causa de uma coleção de relógios avaliada em 7,7 milhões de pesos, segundo a Mexicanos Contra la Corrupción y la Impunidad.