A presidente Claudia Sheinbaum anunciou planos para eliminar pensões milionárias de ex-funcionários, incluindo a de José Ángel Gurría, que recebe 120 mil pesos mensais da Nafin. A iniciativa visa estabelecer um teto de cerca de 70 mil pesos, equivalente a 50% do salário presidencial. Essa reforma será apresentada nos próximos dias e afetará funcionários de fideicomissos, excluindo as Forças Armadas.
Durante sua conferência matinal em 20 de fevereiro de 2026, a presidente Claudia Sheinbaum revelou que José Ángel Gurría, ex-secretário de Finanças e ex-diretor-geral da OCDE, recebe uma pensão mensal de 120 mil pesos como ex-funcionário da Nafin. Sheinbaum questionou esse valor, afirmando: “Imaginem, Gurría, quanto Gurría ganha como diretor da OCDE e ainda coleta uma pensão da Nafin”.Gurría tem sido um dos críticos da Quarta Transformação (4T). A pensão corresponde ao seu tempo como diretor da Nafinsa. Sheinbaum incluiu esse caso em seu plano para eliminar pensões milionárias, que afetará ex-colaboradores de entidades como Pemex, CFE, a extinta Luz y Fuerza e Nafin.A proposta, desenvolvida com a Secretaria de Anticorrupção e Bom Governo e a Assessoria Jurídica do Presidente, alterará o artigo 127 da Constituição para estabelecer um teto de aproximadamente 70 mil pesos mensais. Isso equivale a 50% do salário do Executivo. Segundo Raquel Buenrostro, chefe de Anticorrupção, a Nafin paga 643 milhões de pesos anualmente a 1.449 aposentados de fideicomissos.A economia estimada, de até 5 bilhões de pesos, será destinada a Programas de Bem-Estar. Sheinbaum enfatizou que a reforma não é retroativa, embora desperte debates sobre direitos adquiridos e possíveis ações judiciais. No total, 94.153 pessoas recebem pensões de 300 mil a mais de um milhão de pesos mensais, segundo os dados apresentados.A medida se enquadra na austeridade republicana e visa corrigir desigualdades, mas gerou discussões sobre seu impacto fiscal e político, incluindo visões de que ela visa críticos do governo.