A presidente Claudia Sheinbaum revelou que enviará ao Congresso uma iniciativa para eliminar pensões milionárias para ex-altos funcionários em entidades como Pemex e CFE. O teto proposto é metade do salário presidencial, cerca de 70.000 pesos mensais. As economias, estimadas em 5 bilhões de pesos, irão para programas Bienestar.
Durante sua conferência matinal em 18 de fevereiro, a presidente Claudia Sheinbaum anunciou que nos próximos dias, possivelmente na segunda-feira 23, enviará uma iniciativa de reforma constitucional ao Senado para estabelecer um teto para pensões de ex-altos funcionários. A emenda afetaria o Artigo 127, limitando as pensões à metade da renda do executivo, cerca de 70.000 pesos mensais. Sheinbaum explicou que esses ex-servidores públicos atualmente recebem entre 300.000 e um milhão de pesos mensais, valores que persistem há anos. A medida não afetará os direitos trabalhistas dos trabalhadores de base com contratos coletivos, apenas aqueles no regime de fideicomisso. 'Ex-altos funcionários que hoje recebem um milhão de pesos mensais ou até 300.000 pesos e que recebem isso há bastantes anos', detalhou a presidente. A secretária de Anticorrupção e Bom Governo, Raquel Buenrostro, apresentou dados específicos. Na extinta Luz y Fuerza del Centro, 9.457 ex-trabalhadores recebem pensões de 100.000 a um milhão de pesos mensais, custando 28 bilhões de pesos anualmente; deles, 3.504 excedem o salário líquido do presidente. Na Pemex, 544 pensionistas recebem quantias acima do salário presidencial, totalizando 1,827 bilhão de pesos anualmente. Na CFE, 2.199 pessoas recebem mais de 4,496 bilhões de pesos por ano. Além disso, na Nacional Financiera (Nafin), 1.449 aposentados no regime de fideicomisso custam 643 milhões de pesos anualmente. A iniciativa se encaixa na política de austeridade do governo federal e visa redirecionar recursos para programas sociais. Sheinbaum estimou economias de até 5 bilhões de pesos, a serem usadas para Bienestar. Buenrostro enfatizou que alguns aposentados 'ganham mais que o presidente'. A proposta respeita as pensões em condições gerais de trabalho e será aplicada após aprovação congressional.