Folha defende nova reforma da previdência no Brasil

Mais de seis anos após a reforma de 2019, o déficit previdenciário no Brasil continua crescendo, segundo análise da Folha de S.Paulo. O rombo combinado do INSS, servidores civis e militares subiu de R$ 271,7 bilhões em 2015 para R$ 442 bilhões em 2025. O texto argumenta que ajustes adicionais são necessários para sustentabilidade fiscal e justiça intergeracional.

A opinião publicada na Folha de S.Paulo em 15 de fevereiro de 2026 destaca que, apesar da reforma da previdência aprovada em 2019, os números revelam a urgência de novos ajustes. De acordo com reportagem do Valor Econômico citada, o déficit total corrigido aumentou 62,7% em termos reais, passando de 2,64% do PIB em 2015 para 3,42% em 2025.

No INSS, que cobre trabalhadores do setor privado, o desequilíbrio atingiu R$ 322 bilhões em 2025, ou 2,49% do PIB. Fatores temporários, como a fila de cerca de 3 milhões de pedidos represados e o aumento de receitas pela formalização do emprego e redução do desemprego, aliviaram o resultado de 2024, mas esses efeitos devem enfraquecer com a desaceleração econômica.

A proporção de contribuintes por beneficiário caiu de 1,7 em 2014 para 1,53 em 2024. No setor público, os déficits foram de R$ 66,6 bilhões para civis (0,52% do PIB) e R$ 53,3 bilhões para militares (0,41% do PIB), considerados injustos em comparação com médias da OCDE, onde os gastos previdenciários representam cerca de 8% do PIB, contra 11% no Brasil, apesar de menor proporção de idosos.

O texto critica a política do governo Lula de reajustes do salário mínimo acima da inflação, que beneficia inativos, e regras generosas no serviço público, especialmente para militares. Mudanças no mercado de trabalho, como o crescimento de MEIs com contribuições mínimas, agravam a erosão da base arrecadatória.

Sugestões incluem elevar a idade mínima, equalizar regras para homens e mulheres, restringir regimes especiais e desvincular o salário mínimo dos benefícios previdenciários, para preservar o poder de compra das aposentadorias sem vinculá-las à produtividade do mercado ativo.

Artigos relacionados

Dramatic illustration of INSS CPMI session with government base presenting report seeking Bolsonaro indictments amid political counter-reports.
Imagem gerada por IA

Base governista da CPMI do INSS pede indiciamento de Bolsonaro e Flávio

Reportado por IA Imagem gerada por IA

A base aliada do governo Lula apresentou nesta sexta-feira (27/3) um relatório alternativo na CPMI do INSS, solicitando o indiciamento de 130 pessoas, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por fraudes bilionárias em aposentadorias. O documento contraria o relatório oficial do relator Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), que pede indiciamento de 216 nomes, entre eles o filho do presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha). A votação deve ocorrer até sábado (28/3).

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, orienta antecipar um bloqueio mais rigoroso de despesas no Orçamento de 2026 para lidar com pressões da redução da fila do INSS. Essa medida visa sinalizar um gerenciamento realista das contas públicas em ano eleitoral. Analistas estimam um bloqueio entre R$ 6 bilhões e R$ 10 bilhões para cumprir a meta fiscal.

Reportado por IA

Eugenio Semino, defensor dos idosos, criticou no Canal E o impacto da reforma trabalhista no financiamento das pensões na Argentina. Alertou que medidas como o Fundo de Assistência Laboral poderiam agravar a crise dos aposentados em um sistema enfraquecido pelo emprego informal. Enfatizou a necessidade urgente de injetar fundos para necessidades básicas.

O Supremo Tribunal Federal divulgou depoimentos no inquérito do Banco Master, revelando irregularidades graves como apenas R$ 4 milhões em caixa apesar de R$ 80 bilhões em ativos. Enquanto isso, o INSS bloqueou R$ 2 bilhões em pagamentos por falta de comprovação de contratos de empréstimos consignados, e o Fundo Garantidor de Créditos prossegue com reembolsos a investidores.

quinta-feira, 16 de abril de 2026, 15:24h

Funcionários de prefeituras crescem 21% em quatro anos

quarta-feira, 25 de março de 2026, 07:09h

Debate on raising French retirement age resurfaces

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026, 14:20h

Centrão resiste a votar regulação de penduricalhos sem governo

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026, 14:51h

Civil servants' pensions increasingly burden the French state

terça-feira, 20 de janeiro de 2026, 17:22h

Ex-ministro de Macri alerta para o apertado superávit fiscal de Milei

Este site usa cookies

Usamos cookies para análise para melhorar nosso site. Leia nossa política de privacidade para mais informações.
Recusar