O presidente Gustavo Petro defendeu sua reforma previdenciária em resposta ao CEO da Skandia, Santiago García, que alertou sobre os aumentos do salário mínimo acima da inflação. Petro enfatizou que a sustentabilidade de longo prazo depende da riqueza nacional e da produtividade, e não dos salários reais. Ele destacou que as pensões devem se ajustar à cesta básica vital.
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, respondeu aos comentários do CEO da Skandia, Santiago García, feitos no programa Inside do Diario La República. García afirmou que os aumentos do salário mínimo acima da inflação exigem coberturas para garantir a sustentabilidade do sistema de pensões. Petro rebateu que um sistema que não fornece pensões aos trabalhadores ou deixa os aposentados com fome não serve para nada. "A reforma previdenciária do governo, que agora é lei, mas não foi implementada devido à falta de decisão do Tribunal Constitucional, permite reduzir o déficit fiscal e alcançar a universalidade do direito à aposentadoria", afirmou Petro. Ele insistiu que a sustentabilidade das pensões a longo prazo "não depende dos salários reais dos trabalhadores; depende da riqueza nacional, que depende da produção real e da produtividade do trabalho". Petro defendeu seu modelo econômico, observando que as pensões devem garantir a subsistência ajustando-se à cesta básica, além dos ajustes salariais. Esse debate surge em meio à reforma previdenciária aprovada e que aguarda implementação judicial.