Uma musicista de Joanesburgo recuperou seu amado violino de 135 anos, roubado durante um arrombamento em 2013, graças a uma antiga postagem no Facebook vista por um colecionador local. O instrumento, carinhosamente chamado Viv, passou por casas de penhores e mãos privadas antes de retornar. A reunião destaca o papel das redes sociais em criar conexões comunitárias inesperadas.
No final de 2013, Diana Neille enfrentou uma perda devastadora quando ladrões roubaram quatro violinos de sua casa em Joanesburgo, incluindo um valioso violino francês H. Clotelle de 135 anos, presente de seu pai. Chamado Viv, o instrumento a acompanhou em apresentações no Carnegie Hall, teatros locais e inúmeros casamentos, moldando sua carreira musical e pagando pela universidade. Neille, que aprendeu violino sob a orientação de Bernard Wozny, um renomado músico e maestro polonês nascido na Polônia do National Symphony Orchestra, postou um apelo no Facebook detalhando as características únicas de Viv, como a ponte feita à mão e assinada por Wozny. Anos se passaram sem pistas; Neille se adaptou com um violino de reposição, mas nunca se reconciliou totalmente com a perda. Numa sexta-feira à noite recente, Neille compartilhou a história com suas sobrinhas, uma das quais está aprendendo violino. Menos de 18 horas depois, recebeu uma mensagem de Kyle Fenton, um entusiasta de música e colecionador que mora perto. Fenton havia adquirido Viv quatro anos antes de um amigo que o comprou por R1.200 na Hyde Park Cash Converters em janeiro de 2014, logo após o roubo. Reconhecendo a ponte marcada por Wozny da postagem de Neille de uma década atrás, Fenton a contatou. Os dois se encontraram em uma loja local Woolworths, onde Fenton devolveu o violino bem preservado sem exigir compensação total, embora tenham acordado um valor justo. Fenton, que se descreve como acumulador de itens musicais incluindo guitarras raras e partituras assinadas, citou sua paixão: “Sem música, eu certamente morreria... Prefiro ficar cego a surdo, pois se eu não puder ouvir música, minha alma certamente morrerá.” Notavelmente, Fenton e Neille compartilham laços indiretos através da comunidade musical polonesa de Joanesburgo; Wozny conhecia a família da cantora Wanda Arletti, cujos memorabilia Fenton também coleciona. A recuperação levou Neille a se reconectar com Wozny, agora com 83 anos, que sofreu um derrame e teve seu próprio violino roubado em 2020. Fenton se ofereceu para ajudar na busca pelos instrumentos roubados de Wozny, incluindo uma viola personalizada. Apesar das críticas de Neille à Big Tech, o episódio ilustra como o Facebook facilitou uma reunião comovente, unindo anos e estranhos em um amor compartilhado pela música.