Especialistas em um painel destacaram que a Colômbia lidera a região na emissão de títulos verdes, com US$ 2,2 bilhões na última década, mas concordaram que incentivos adicionais são necessários para ampliar seu alcance.
Nicolás Mayorga Mora, da Bolsa de Valores de Colombia, observou durante o painel Taxonomía Verde y capital sostenible que faltam mandatos e incentivos claros para incluir títulos verdes em portfólios. Ele acrescentou que o país está avançado em regulamentação, mas precisa de vontade para fazê-la funcionar.
María Fernanda Manrique, do Bancóldex, e Álvaro Puyo, do BBVA Colombia, destacaram o desafio de levar esses instrumentos às micro, pequenas e médias empresas (mipymes), que representam 99% do tecido empresarial. Puyo afirmou que grandes empresas dominam a dinâmica ESG, enquanto as menores precisam de apoio.
Santiago Bernal, da Sura Investments, ressaltou a importância dos títulos verdes, embora projetos de infraestrutura energética ofereçam maior previsibilidade e impacto mensurável. Manrique também mencionou economias operacionais de até 35% nos custos de energia para usuários intensivos.