O dólar se aproxima de US$ 3.800 após Trump fechar porta a negociações com o Irã

O dólar americano na Colômbia atingiu 3.807,40 pesos na sexta-feira, impulsionado por tensões internacionais e locais. Declarações do presidente dos EUA Donald Trump descartando negociações com o Irã, combinadas com as eleições próximas no país, alimentaram a volatilidade da moeda. Fechou em 3.795,68 pesos, acima da taxa representativa do mercado anterior.

A performance do dólar esta semana foi marcada por significativa volatilidade, influenciada por fatores internacionais e nacionais. Globalmente, as tensões no Oriente Médio escalaram após o presidente dos EUA Donald Trump declarar que não tem intenção de negociar com o Irã. Isso provocou aversão ao risco entre os investidores, fortalecendo o dólar como ativo de refúgio seguro. Localmente, a proximidade das eleições de sábado e uma pesquisa Invamer mostrando Iván Cepeda na liderança adicionaram cautela ao mercado. A moeda atingiu uma mínima de 3.770 pesos e uma máxima de 3.807,40 pesos durante a sessão, com 2.115 transações totalizando 1.444 milhões de dólares. Fechou em 3.795,68 pesos, alta de 27,74 pesos em relação à Taxa Representativa do Mercado anterior de 3.767,94 pesos. Esse nível não era visto desde dezembro de 2025, quando atingiu 3.810 pesos antes de cair. Analistas enfatizaram o impacto desses desenvolvimentos. “O dólar permanece forte globalmente apesar dos benefícios para alguns países com a alta dos preços do petróleo. Essa aversão ao risco se reflete em um dólar forte”, explicou Catalina Tobón, gerente de estratégia da Skandia Colômbia. Ela acrescentou que a incerteza sobre o Irã, com restrições às exportações de petróleo bruto e paralisações na produção no Oriente Médio, impulsionou os preços do petróleo. Paula Chaves, analista de mercados da GH Trading, observou: “Parte da recuperação responde ao rebalanceamento de carteiras e ao aumento da demanda por hedge em dólar, o que é comum à medida que os mercados se aproximam de cenários de incerteza política.” Katherine Ortiz, chefe de ações da Davivienda Corredores, afirmou: “As principais razões para a ampla volatilidade do dólar provêm de fatores locais e internacionais. Internacionalmente, o dólar global se fortaleceu à medida que os investidores buscam essa moeda como refúgio e liquidez.” Essas mudanças ilustram como eventos externos, como conflitos e políticas da Reserva Federal, juntamente com dinâmicas internas, influenciam a taxa de câmbio da Colômbia.

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