Três suspeitos presos pelo ataque de 8 de abril ao senador de Vihiga, Godfrey Osotsi, em Kisumu foram levados ao tribunal, enquanto as autoridades ligam o incidente a uma onda mais ampla de violência planejada em todo o Quênia.
Após o ataque ao senador Godfrey Osotsi em um centro comercial no West End Mall de Kisumu—capturado por câmeras de segurança e descrito como uma execução profissional—a Diretoria de Investigações Criminais (DCI) prendeu Carlos Owiti, Eric Otieno e Vincent Odhiambo poucas horas depois. Os suspeitos identificados, previamente reconhecidos por idade e origem nas favelas de Nyalenda e Manyatta, em Kisumu, compareceram ao tribunal na sexta-feira.
Este desdobramento ocorre dois dias após suas prisões, em meio a investigações sobre uma possível rede de mercenários. O ataque ocorreu após confrontos políticos sobre a oposição de Osotsi à reeleição do presidente William Ruto.
O incidente segue um padrão de escalada da violência, incluindo vandalismo contra líderes como Raphael Tuju e Irungu Nyakera, e ataques a igrejas em Mwiki, Kariobangi e Othaya. O Centro Nacional de Pesquisa sobre o Crime relata a existência de 309 gangues criminosas em todo o país, concentradas em Nairóbi, Mombaça e Kisumu, com algumas ganhando notoriedade nas redes sociais.
Especialistas apontam o desemprego juvenil, a desigualdade e a corrupção como fatores impulsionadores, exigindo a responsabilização dos financiadores.