Um tribunal federal liberou mais de US$ 5,6 milhões para a escritora E. Jean Carroll, valor que representa uma indenização de US$ 5 milhões definida por júri mais juros, após a Suprema Corte dos EUA se recusar a aceitar o recurso do presidente Donald Trump no caso de abuso sexual e difamação de 2023.
Registros judiciais mostram que US$ 5,625 milhões — a indenização original acrescida de juros acumulados — foram liberados para Carroll no dia 9 de julho, provenientes de fundos que estavam retidos no cartório do tribunal durante os recursos de Trump.
O juiz distrital dos EUA, Lewis A. Kaplan, ordenou o pagamento após a Suprema Corte se recusar a revisar o questionamento de Trump sobre o veredito de 2023, liberando o caminho para que o dinheiro em caução fosse pago.
Em um comunicado, a advogada de Carroll, Roberta Kaplan, afirmou que um júri unânime considerou Trump responsável e que Carroll recebeu agora as indenizações concedidas naquele caso.
Trump negou as alegações de Carroll e argumentou que o litígio é politicamente motivado. Em uma publicação na Truth Social após a ação da Suprema Corte, ele criticou o caso e disse que continuaria lutando contra ele.
Um caso separado permanece sem resolução: Trump ainda recorre de um veredito de US$ 83,3 milhões proferido após um julgamento em janeiro de 2024, no qual um júri concluiu que ele difamou Carroll em relação a negações públicas anteriores. Esse julgamento permanece em processo de recurso, e Trump indicou que planeja buscar uma revisão da Suprema Corte.