A Suprema Corte dos EUA se recusou a aceitar o recurso do presidente Donald Trump contra um veredito civil de US$ 5 milhões obtido pela escritora E. Jean Carroll, mantendo intacta a decisão de um júri de que Trump abusou sexualmente de Carroll e a difamou ao negar seu relato.
Na segunda-feira, 29 de junho de 2026, a Suprema Corte recusou-se, sem comentários, a analisar o desafio de Trump à sentença de US$ 5 milhões proferida após um julgamento civil federal em maio de 2023, em Manhattan.
Aquele júri de 2023 considerou Trump responsável por abusar sexualmente de Carroll em meados da década de 1990 e por difamá-la após ele negar publicamente a acusação dela. O encontro descrito por Carroll ocorreu em um provador da loja Bergdorf Goodman.
Após a ação da Suprema Corte, Trump publicou no Truth Social criticando o caso e prometendo continuar lutando contra o que descreveu como "instrumentalização" e "guerra jurídica".
Trump e Carroll também estão envolvidos em um caso separado: em janeiro de 2024, um júri diferente concedeu a Carroll US$ 83,3 milhões após concluir que Trump continuou a difamá-la com declarações ligadas às suas negações de 2019. Essa sentença posterior permanece sujeita a novos procedimentos legais.