O presidente Donald Trump anunciou na quinta-feira que um novo acordo de energia nuclear entre os EUA e a Arábia Saudita exigirá que o país saudita normalize as relações com Israel por meio dos Acordos de Abraão. A condição foi imposta um dia após o acordo ter sido assinado por autoridades americanas e sauditas.
O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, e o ministro de Energia da Arábia Saudita, príncipe Abdulaziz bin Salman, assinaram o acordo de 30 anos na quarta-feira. Ele permitiria que empresas americanas fornecessem reatores nucleares e combustível para as necessidades energéticas sauditas.
Trump publicou no Truth Social no dia seguinte que o acordo "será aprovado, mas está totalmente condicionado à adesão da Arábia Saudita aos respeitados e bem-sucedidos Acordos de Abraão". A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse a repórteres que o governo continuaria as negociações com seus homólogos sauditas para finalizá-lo.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, elogiou a condição em um comunicado. A Arábia Saudita afirma há muito tempo que não aderirá aos acordos sem avanços em direção a um Estado palestino, algo ao qual Israel se opõe.
O acordo enfrenta revisão do Congresso antes de entrar em vigor.