O YouTube Music começou a limitar o acesso a letras de músicas para usuários gratuitos, permitindo apenas cinco visualizações antes de exigir uma assinatura premium. A mudança, que está em teste há meses, exibe letras parciais após o limite e incentiva os usuários a fazerem upgrade. O Google descreve como um experimento em andamento que afeta uma pequena porcentagem de usuários.
YouTube Music, o serviço de streaming do Google, está implementando restrições na visualização de letras para usuários não premium. De acordo com relatos de usuários e cobertura de veículos tech, usuários gratuitos podem acessar letras completas de até cinco músicas. Após atingir esse limite, o app exibe um aviso: «Você tem [x] visualizações restantes. Desbloqueie letras com Premium.» Em seguida, apenas as primeiras linhas das letras são visíveis, com o restante desfocado. O recurso, introduzido em 2020 como gratuito, entrou em fases de teste já em setembro do ano anterior. Um relatório do 9to5Google destacou o aumento de reclamações de usuários, indicando uma implementação mais ampla. No entanto, o Google não anunciou oficialmente a mudança e mantém que se trata de um experimento. Em declaração ao Ars Technica, um porta-voz da empresa disse: «Estamos executando um experimento com uma pequena porcentagem de usuários suportados por anúncios que pode impactar sua capacidade de acessar o recurso de letras repetidamente. Frequentemente realizamos experimentos no YouTube Music para melhor informar nossas decisões sobre melhorias de recursos. A maioria de nossos usuários globais não verá nenhuma mudança no recurso de letras.» O número de visualizações gratuitas pode variar no teste. Assinaturas Premium, custando de US$ 10,99 a US$ 11 por mês nos EUA, oferecem audição sem anúncios, downloads offline e acesso total a letras, além de outros benefícios como streams de maior qualidade. Essa medida espelha ações de concorrentes: o Spotify restringiu letras para usuários gratuitos brevemente em 2024, mas reverteu devido a reações negativas, enquanto o Apple Music limita letras sincronizadas com o tempo a assinantes. Especulações apontam para custos de fornecedores terceiros como Musixmatch como motivador. Permanecem dúvidas sobre períodos de reset do limite de letras e cronogramas de rollout completo, sem mudanças imediatas observadas em alguns testes no início de fevereiro de 2026.