Após a aprovação de um juiz para um adiamento de 30 dias no leilão de falência da Altos Hornos de México (AHMSA), trabalhadores e ex-funcionários ocuparam o Quarto Tribunal Distrital em Monclova, Coahuila, em 8 de janeiro de 2026. Eles exigem uma venda imediata após três anos sem salário, ameaçando uma ocupação indefinida em meio a impactos sobre milhares de famílias.
Trabalhadores e ex-funcionários da AHMSA bloquearam o Quarto Tribunal Distrital em Monclova em 8 de janeiro para protestar contra a extensão concedida ao síndico Víctor Manuel Aguilera, adiando o leilão — anteriormente adiado pela juíza Ruth Haggi Huerta García para meados de fevereiro — por até mais 30 dias para tratar créditos trabalhistas com o Profedet. Faixas diziam “Chega de prorrogações” e “tolerância zero para atrasos”, visando Aguilera e o ex-diretor Alonso Ancira. O líder do movimento, Julián Torres Ávila, declarou uma ocupação indefinida, afirmando: “Faz três anos sem salário ou benefícios; não podemos esperar mais.” Os manifestantes exigem vendas rápidas de ativos para liquidar reivindicações de quase 10 mil trabalhadores diretos e 7 mil indiretos nas regiões afetadas de Coahuila. Outro grupo planeja protestos no Palácio Nacional, na Cidade do México, para se reunir com a presidente Claudia Sheinbaum. Aguilera insiste que visa um leilão em 2 de março e nega atrasos. A AHMSA citou a complexidade do caso e a falta de resposta do Profedet em seu comunicado.