No processo de falência em curso da Altos Hornos de México (AHMSA) e MINOSA, a juíza Ruth Haggi Huerta García aprovou um adiamento de 30 dias do leilão de ativos para meados de fevereiro de 2026. O síndico Víctor Manuel Aguilera Gómez solicitou a extensão para resolver consultas sobre créditos trabalhistas com o Profedet, essencial para mais de 11 mil trabalhadores que aguardam indenizações em meio a dívidas superiores a 61 bilhões de pesos.
O Segundo Tribunal de Distrito em Matéria de Falências Comerciais adiou o leilão dos ativos produtivos da AHMSA e da Minera del Norte (MINOSA), avaliados em aproximadamente 1,326 bilhão de dólares em Monclova, Coahuila, até meados de fevereiro de 2026. Originalmente marcado para 30 de janeiro de 2026, o adiamento de 30 dias atende ao pedido do síndico Víctor Manuel Aguilera Gómez, com base nos avanços prévios no processo. Os motivos do atraso são a falta de resposta, até o momento, da Procuradoria Federal de Defesa do Trabalho (Profedet) às consultas de 11 de setembro de 2025 sobre créditos trabalhistas preferenciais. 'Isso garante uma execução adequada, ordenada e transparente', declarou Aguilera Gómez em 6 de janeiro. A juíza determinou que o Profedet apresente os pareceres em 15 dias para dar certeza aos mais de 11 mil trabalhadores afetados. Tempo adicional também é necessário para preparar e publicar o edital de leilão, garantindo igualdade aos investidores. Autorizado pelo Poder Judiciário da Federação em 31 de dezembro de 2025, o leilão busca preservar as operações da AHMSA, anteriormente dirigida por Alonso Ancira, e facilitar sua reativação. A AHMSA acumula dívidas superiores a 61 bilhões de pesos, incluindo 22 bilhões a credores financeiros, 17 bilhões a órgãos governamentais como Pemex, CFE, IMSS, Infonavit e SAT, e 22 bilhões a trabalhadores e fornecedores. Isso impulsiona os trâmites de falência iniciados há um ano.