O Ministério da Fazenda realizou um leilão de Títulos do Tesouro (TES) no valor de 450 bilhões de pesos, denominados em Unidades de Valor Real (UVR), com vencimentos em 2031, 2041, 2055 e 2062. O Controlador Geral respaldou a operação, confirmando sua legalidade e que não cria nova dívida, enquanto o presidente Gustavo Petro defendeu a medida para gerenciar a liquidez do governo.
Em 22 de janeiro de 2026, o Ministério da Fazenda realizou um leilão no mercado de títulos públicos da Colômbia por 450 bilhões de pesos em TES denominados em UVR. Inicialmente convocado por 300 bilhões, a demanda superou as expectativas com ofertas totalizando 1,4 trilhão de pesos —4,7 vezes o valor base—, ativando cláusulas de sobre adjudicação para alocar mais 150 bilhões, conforme Resolução 2218 de setembro de 2025. As taxas de corte foram: 5.970% para vencimento em 2031, 6.148% para 2041, 6.179% para 2055 e 6.160% para 2062. Essa colocação, avaliada em cerca de US$ 4.950 milhões, visa financiar o orçamento de 2026 em períodos de baixa liquidez e taxas de juros externas mais baixas. O Controlador Geral verificou a conformidade legal total da operação e afirmou que não envolveu emissão de nova dívida, mas uma operação rotineira de compra-venda para reforçar a liquidez, semelhante à venda anterior de TES B por 23,2 trilhões de pesos de dezembro de 2025 a janeiro de 2026. Os fundos foram recebidos parcialmente em dólares (US$ 5 bilhões, a serem monetizados gradualmente) e 3,87 trilhões de pesos em depósitos locais. No entanto, alertou para pressões futuras, com amortizações próximas a 89,6 trilhões de pesos em 2029 por vencimentos de títulos globais, TES B em pesos (43,72 trilhões), TES B em UVR (19,73 trilhões) e Títulos de Solidariedade da era da pandemia (9,74 trilhões). O presidente Gustavo Petro saudou o respaldo em sua conta no X: «Para 2026, simplesmente passaremos as semanas de menor liquidez no governo e aproveitaremos um nível mais baixo de taxas de juros externas». Respondendo ao ex-presidente Álvaro Uribe, acrescentou: «Buscamos tornar sustentável o crescimento da dívida devido às suas taxas de juros implícitas e especialmente à taxa de juros interna excessiva com a qual o Banco da República puniu todo o meu Governo [...] por meio do aumento de impostos sobre os mais ricos do país». A taxa dos TES a 10 anos subiu de 8,63% em 2022 para 12,35% em 2026, destacando a necessidade de maior crescimento econômico, taxas de dívida mais baixas e eficiência orçamentária para gerenciar a dívida de forma responsável.