O Salão do Automóvel de São Paulo começou nesta quarta-feira (19) com apresentações à imprensa no Anhembi, dominado por marcas asiáticas como Geely, GWM, Honda, Kia, Hyundai, Toyota e Caoa Chery. As empresas anunciaram lançamentos, investimentos e expansões no Brasil. Destaques incluem SUVs híbridos e planos de produção local.
O evento iniciou em um auditório fechado no complexo do Anhembi, na zona norte de São Paulo, enquanto funcionários finalizavam os estandes. Carros foram exibidos em palco ou telão, com marcas orientais no centro das atenções, especialmente as chinesas.
A Geely anunciou a produção nacional do SUV EX5 EM-i a partir do segundo semestre de 2026, com tecnologia híbrida plug-in que permite rodagem apenas no modo elétrico e recarga na tomada. Na véspera (18), Renault e Geely revelaram investimentos de R$ 3,8 bilhões no complexo Ayrton Senna, em São José dos Pinhais (PR).
A Renault, única europeia a apresentar, lançou o SUV Koleos para o primeiro semestre de 2026, seu primeiro híbrido no país, e exibiu o conceito da picape Niagara, com versão final no segundo semestre.
Em estreia nacional, a GWM destacou o Haval H6, primeiro modelo fabricado localmente, e planeja 12 lançamentos em 2026, com crescimento de 38% e 150 lojas. A produção em Iracemápolis (SP) será ampliada, com possível segunda fábrica no Brasil.
A Honda celebrou o WR-V (a partir de R$ 144,9 mil) e expansão em Itirapina (SP), com vendas 15% maiores em 2025. Confirmou o cupê Prelude híbrido importado, com mais de 200 cv, para o segundo semestre de 2026.
A Kia anunciou mais lançamentos, como a picape Tasman a diesel, linha K4 e híbridos Sportage e Stonic, além do retorno do Sorento. "Passamos por momentos muito bons e muitos ruins no mercado brasileiro", disse José Luiz Gandini, presidente da Kia no Brasil, citando tarifas e o programa Inovar Auto de 2012, com sobretaxa de 30% em importados.
A Hyundai exibiu modelos atuais e o programa de assinatura, revelando o SUV elétrico de luxo Ioniq 9 para 2026. A Toyota apresentou o Yaris Cross (a partir de R$ 161.390, em fevereiro), com opções flex e híbrida, em meio a R$ 11,5 bilhões de investimentos até 2030, incluindo nova fábrica em Sorocaba (SP). "Estamos produzindo em três turnos em Sorocaba e em dois turnos em Indaiatuba, com motores importados do Japão", afirmou Evandro Maggio, presidente da Toyota no Brasil.
O grupo Caoa Chery fechou com o Tiggo 9 híbrido (>500 cv) e o Tiggo 5X reestilizado (a partir de R$ 129.990, linha 2027 no início de 2026).
O salão abre ao público de 22 a 30 de novembro no Anhembi, com ingressos de R$ 63 a R$ 162.