Manel Hernández, porta-voz do 'Barcelona con la selección', negou que seu grupo tenha vendido ou gerido os 1.900 ingressos nos setores onde os cantos racistas se originaram durante a partida Espanha-Egito. A associação afirma que a RFEF cuidou das vendas e que os cantos ocorreram em diversas áreas do RCDE Stadium. A prefeitura de Cornellà condena os incidentes e a polícia está investigando.
Na terça-feira, durante o amistoso Espanha-Egito no RCDE Stadium em Cornellà de Llobregat, um grupo de torcedores entoou slogans islamofóbicos como “musulmán el que no bote” e vaiou o hino egípcio. Relatos anteriores alegavam que o 'Barcelona con la selección' comprou quase 1.900 ingressos nos setores 108, 109 e 110, onde os cantos começaram.
Manel Hernández, fundador e porta-voz da plataforma desde 2016 e torcedor do Espanyol, nega categoricamente isso. “Foi a Federação quem geriu a venda de ingressos. Nós não os vendemos”, declara em entrevista. Ele explica que reuniram uma lista de torcedores interessados na arquibancada de animação designada pela RFEF, que então forneceu um link oficial para compras individuais exigindo nome, e-mail e DNI.
O grupo insiste que nenhum membro participou dos cantos, que vão contra seus valores, e que eles foram ouvidos em várias áreas do estádio, não apenas na deles. Eles reiteram sua postura apolítica, distanciando-se de qualquer partido, incluindo o Vox.
A prefeitura de Cornellà condenou “rotundamente” os incidentes e lamenta a estigmatização da cidade. O prefeito Antonio Balmón ressalta que eles não representam os moradores. Os Mossos d’Esquadra estão investigando, junto com a Promotoria de Ódio e Discriminação, se os atos constituem crime de ódio.