Sucesso do Brasil com a FMD fornece modelo em meio à escassez de vacinas na África do Sul

A África do Sul enfrenta desafios contínuos com a febre aftosa e acesso limitado a vacinas, enquanto o modelo de erradicação do Brasil oferece estratégias potenciais. Produtores no KwaZulu-Natal expressam frustração com as faltas que afetam operações leiteiras. Um seminário recente destacou a abordagem zonada do Brasil para o controle da doença.

O Departamento de Agricultura, Reforma Agrária e Desenvolvimento Rural está implementando uma estratégia para conter surtos de febre aftosa (FMD) e garantir a disponibilidade de vacinas, mas produtores e veterinários permanecem céticos quanto à prevenção de incidentes futuros. A Organização dos Produtores de Leite (MPO) enfatiza a necessidade de uma cadeia de suprimentos de vacinas confiável e diversificada, pois a dependência atual de um único fabricante expõe fraquezas no sistema de saúde animal sul-africano.

Luke Gibbs, presidente da MPO e produtor de laticínios, clamou por ação decisiva, clareza regulatória e um plano nacional transparente para estabilizar a gestão da FMD e proteger a indústria leiteira, a segurança alimentar e os meios de subsistência rurais. Produtores em áreas como Ixopo, Creighton e Howick relatam frustração crescente à medida que surtos se aproximam sem acesso a vacinas.

O departamento alocou vacinas para KwaZulu-Natal (KZN) e planeja distribuição com base nas necessidades provinciais. Em 17 de setembro de 2025, uma reunião nos Red Meat Industry Services informou os setores de que poderiam comprar vacinas, mas o setor leiteiro recusou devido a problemas de financiamento. Em outubro, a MPO garantiu 50.000 doses do Botswana Vaccine Institute, embora insuficiente para mais de 220.000 vacas leiteiras na província.

O ministro John Steenhuisen anunciou um programa de vacinação em massa no final de novembro de 2025, priorizando setores de alto risco como laticínios e feedlots. Com um rebanho nacional de gado de cerca de 14 milhões, apenas dois milhões de doses são esperados até fevereiro de 2026. A MPO propôs um protocolo "Vaccinate to live" para vacinação preventiva, atualmente em revisão.

Gibbs destacou as cargas operacionais: "A incerteza em torno da disponibilidade de vacinas e a rápida disseminação da FMD no KwaZulu-Natal colocaram uma pressão enorme nas operações diárias." As demandas da MPO incluem acelerar a importação da vacina Dollvet, um inventário nacional de estoques e submissão de cepas de FMD ao Pirbright Institute.

A colaboração ocorre por meio da Value Chain Round Table, copresidida por Dewald Olivier e Dr. Madime Mokoena. Em 10 de dezembro de 2025, Allan Alvarenga do Ministério da Agricultura do Brasil informou especialistas em Pretória sobre estratégias de erradicação. Ricardo Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal, explicou: "O Brasil já está livre de febre aftosa sem vacinação", usando zoneamento regional, controle de movimentos e vigilância para minimizar interrupções no comércio.

A FMD elevou os preços da carne em 12,2% no ano até novembro de 2025, com o contrafilé de bovino subindo 28,4%, agravando os custos da temporada festiva.

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