A ministra do Interior, Núria Parlon, e o diretor dos Mossos, Josep Lluís Trapero, admitiram na quarta-feira perante o parlamento o erro operacional ao enviar dois agentes disfarçados para uma assembleia de professores. Eles pediram desculpas e anunciaram uma investigação interna, além de mudanças regulatórias.
Parlon e Trapero compareceram à comissão de interior do parlamento após o sindicato CGT registrar uma queixa. Os agentes foram descobertos na última quarta-feira no instituto Pau Claris, em Barcelona, durante uma reunião de preparação para a greve de 12 de maio.
Ambos os funcionários descreveram a ação como uma “manobra mal planejada” e um “erro operacional grave”, realizado sem má-fé. Parlon pediu desculpas aos grupos afetados e anunciou um inquérito interno reservado para esclarecer os fatos, bem como mudanças no decreto estrutural que rege tais práticas.
Trapero afirmou que as futuras decisões sobre coleta de informações exigirão aprovação de escalões superiores e que os filtros de proporcionalidade serão revisados. O chefe de polícia ressaltou que o objetivo é garantir a segurança nos protestos, e não restringir direitos.
Junts, ERC, Comuns e CUP exigiram a demissão imediata de Trapero. PP e Vox também criticaram a operação e buscaram explicações sobre o aumento da insegurança na Catalunha.