Comandantes especializados da Guardia Civil refutaram a versão do ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, sobre a morte de dois agentes no mar entre Huelva e Cádiz. Eles afirmam que a colisão da lancha de patrulha não foi acidental, mas sim causada por uma manobra calculada da embarcação dos traficantes.
Os comandantes descrevem a tática como habitual. Quando os agentes detectam as embarcações zodiac dos traficantes e a perseguição começa, os barcos fazem zigue-zague para causar colisões ou escapar da captura, explicam.
O ministro descreveu o incidente como um acidente durante uma coletiva de imprensa em Madri, um dia antes do funeral dos agentes Germán e Jerónimo. Grande-Marlaska não compareceu ao evento.
Os comandantes criticam o equipamento das lanchas do Serviço Marítimo. Eles consideram as embarcações pesadas demais e sem agilidade suficiente para enfrentar os barcos velozes dos traficantes, e observam que a opinião dos agentes não foi levada em conta durante o projeto.