Uma equipe liderada por Holger Hofmann na Universidade de Hiroshima relatou em maio que um experimento de dupla fenda modificado mostrou fótons individuais se comportando como se estivessem em dois lugares ao mesmo tempo, potencialmente minando o conceito de multiverso. As descobertas, que sugerem que a função de onda guia caminhos reais de partículas, enfrentaram ceticismo significativo de outros físicos. Apesar da resistência, os pesquisadores mantêm seus resultados e continuam o trabalho.
Em maio, pesquisadores da Universidade de Hiroshima, liderados por Holger Hofmann, publicaram resultados de uma versão adaptada do clássico experimento de dupla fenda, realizado pela primeira vez em 1801. Essa configuração tipicamente revela padrões de interferência ondulada da luz, mesmo quando os fótons passam pelas fendas um de cada vez, sugerindo sua natureza dual onda-partícula.
O grupo de Hofmann afirmou que sua modificação demonstrou fótons individuais como "delocalizados", significando que não podiam ser fixados em um único local, mas pareciam atravessar ambas as fendas simultaneamente. Eles argumentaram que isso fornece prova direta de que a função de onda quântica, que delineia matematicamente as posições possíveis de uma partícula em superposição, reflete comportamento físico real em vez de apenas uma ferramenta de cálculo. Tais evidências, disseram, contradizem a interpretação dos muitos mundos da mecânica quântica, que postula universos sobrepostos onde partículas tomam caminhos diferentes e interferem através de realidades.
O experimento atraiu críticas agudas. Andrew Jordan, físico na Chapman University na Califórnia, questionou a validade do método, afirmando: "Acho que você não pode fazer afirmações sobre um único fóton com isso." Críticos argumentaram que agregar dados estatísticos de múltiplas medições não pode descrever de forma confiável as propriedades de uma única partícula. Hofmann reconheceu a resistência, notando: "Estamos pisando nos pés de várias pessoas", pois sua abordagem desafia suposições na maioria das interpretações quânticas, incluindo a visão extrema dos muitos mundos.
Hofmann enfatizou que a realidade reside em resultados mensuráveis, não em superposições hipotéticas: "Superposições fazem parecer que o estado é descrito por tais resultados de medição hipotéticos, mas a evidência experimental real contradiz tais sobreinterpretações." Embora a publicação em revistas tenha se mostrado difícil, a equipe recebeu convites para apresentar em outras instituições e planeja refinamentos adicionais.
Hofmann permanece imperturbável: "Eu esperava totalmente alguma resistência. Na verdade, mal valeria a pena fazer esse trabalho se fosse fácil. As mentes precisam ser mudadas, e isso leva muito tempo." Esse debate ressalta as tensões contínuas na compreensão da realidade quântica após um século de teoria.