A morte de Clinton Nyapara Mogesa na guerra da Ucrânia, enquanto lutava pelo exército russo, evidencia o fracasso do governo queniano em proteger seus cidadãos. Muitos quenianos, especialmente jovens, estão se juntando às forças russas em busca de uma vida melhor, sem se intimidar com a morte de seus camaradas. Essa tendência sinaliza uma crise social para a qual a nação não está preparada.
A morte de Clinton Nyapara Mogesa, um jovem queniano alistado no exército russo e morto na guerra da Ucrânia, foi relatada recentemente pela Ucrânia. De acordo com os relatos, Nyapara buscava um futuro melhor para si, sua família e dependentes. No entanto, tais mortes não desencorajaram outros quenianos; pelo contrário, alguns, homens e mulheres, estão buscando maneiras de se juntar às forças russas. Sessenta e dois anos após a independência do Quênia do domínio colonial, é desanimador ver os filhos e filhas da nação entrando voluntariamente na escravidão e na morte. Muitos suportam empregos exaustivos sem descanso ou pagamento em países árabes, ou se juntam a gangues criminosas, grupos terroristas e exércitos estrangeiros. Muitos jovens juraram não viver como seus pais e ancestrais, dispostos a arriscar a vida para ganhar dinheiro rápido. Essa realidade, embora aterrorizante, faz sentido em meio à pobreza generalizada: muitos dormem nas ruas durante o dia, recorrendo a bebidas ilícitas e drogas para uma fuga temporária de sonhos despedaçados. Outros encontram fins violentos após se juntarem a grupos fora da lei explorados por políticos durante protestos e campanhas eleitorais. «É melhor morrer de pé do que viver de joelhos», uma famosa frase atribuída a Emiliano Zapata, líder revolucionário mexicano, que alguns quenianos podem estar levando a sério. O Quênia e a África em geral estão fechando os olhos para essa crise social, especialmente considerando que veteranos de guerra retornarão tendo testemunhado horrores da linha de frente, sem estratégias robustas para reintegrá-los ou lidar com os crescentes problemas de saúde mental. O governo tem o dever constitucional de proteger seus cidadãos e fornecer esperança de sucesso em casa, para conter esse desespero.