A comissão revisora da acusação constitucional contra o ex-ministro Nicolás Grau ouviu o diretor de orçamento e o ex-ministro Mario Marcel nesta quarta-feira. Ambos abordaram as discrepâncias nas projeções fiscais para o primeiro trimestre de 2026.
Na quinta sessão da comissão da Câmara dos Deputados, o diretor de orçamento José Pablo Gómez respondeu a perguntas sobre a situação fiscal. O advogado de defesa Patricio Zapata o descreveu como a "testemunha chave", pois a acusação baseia-se em 80 ou 90 por cento no relatório fiscal do primeiro trimestre.
Gómez afirmou que ainda não há clareza sobre as causas das discrepâncias na projeção da dívida. Ele explicou que a investigação sumária busca determinar o que aconteceu na preparação dessa projeção e que os resultados não podem ser antecipados rapidamente.
O ex-ministro Mario Marcel também participou e relembrou as diferenças nas projeções macroeconômicas quando o governo de Gabriel Boric assumiu o cargo. Ele disse que "ninguém se preocupou nem em qualificá-lo" e que o foco estava no reequilíbrio das finanças públicas.
Enquanto isso, o deputado do RN Andrés Celis anunciou que votará contra a acusação devido à falta de convicção de má conduta intencional. A bancada do PDG mantém a intenção de votar em bloco, enquanto os liberais pedem liberdade de ação.