A Frente de Guerra Oriental do ELN anunciou um suposto julgamento revolucionário contra quatro funcionários estatais mantidos em cativeiro em Arauca. As autoridades colombianas rejeitaram imediatamente o anúncio e exigiram a libertação imediata das vítimas.
O grupo armado afirmou que prorrogaria o cativeiro de dois agentes do CTI da Fiscalía e de dois membros da polícia Dijín sob cárcere revolucionário. Segundo o comunicado, Jesús Antonio Pacheco Oviedo foi condenado a 60 meses e Rodrigo Antonio López Estrada a 55 meses, enquanto Franki Esley Hoyos Murcia recebeu uma pena de 36 meses e Yordin Fabián Pérez Mendoza de 32 meses, descontando o tempo já cumprido.
As vítimas foram sequestradas em 2025: Pacheco e López em 8 de maio em Fortul, Arauca, e Hoyos e Pérez em 20 de julho na estrada entre Tame e Arauca. O ELN os acusou de espionagem e participação em estruturas estatais.
A Suprema Corte de Justiça, a Fiscalía e a Procuraduría emitiram uma nota conjunta observando que apenas o Poder Judiciário pode exercer funções judiciais. O Ministro da Defesa, Pedro Sánchez, descreveu o comunicado como destituído de legitimidade judicial e exigiu a libertação de todos os sequestrados pelo ELN.