Famílias de quenianos mortos na Rússia enterram caixões vazios

As famílias de dois jovens quenianos, James e Charles, enterraram caixões vazios após suas mortes na guerra da Rússia na Ucrânia. As autoridades russas informaram que os corpos não seriam devolvidos, oferecendo a cremação ou o sepultamento no país. As famílias optaram por funerais com caixões vazios para honrar suas tradições.

James e Charles, dois jovens quenianos de famílias diferentes, viajaram para a Rússia em busca de empregos comuns, como cozinheiro ou motorista, com salários altos. Em vez disso, encontraram-se no exército russo lutando na Ucrânia.

Ambos morreram, e as autoridades russas deram às famílias duas opções: cremar os corpos e devolver as cinzas, ou enterrá-los na Rússia com honras militares. Considerando a cremação contrária aos costumes africanos e o sepultamento distante doloroso demais, as famílias realizaram funerais com caixões vazios.

Margaret, irmã de James, disse que sua mãe não aceitou a morte de seu único filho. James sonhava em comprar um terreno para ajudar a mãe e prometeu, antes de partir, que mudaria suas vidas.

A mãe de Charles, Bibiana Waithaka, esperava que ele ganhasse até 800 mil xelins por mês. Mais tarde, ele pediu dinheiro para casa, e sua última ligação foi aterrorizante: “Mamãe, mamãe, hoje...” seguida de choro antes que a ligação caísse.

Isso deixa as famílias em busca de consolo em meio a um profundo luto.

Artigos relacionados

Um total de 289 quenianos foram recrutados para as forças armadas da Rússia, com 69 mortes ou desaparecimentos confirmados, de acordo com a Secretária Principal de Assuntos da Diáspora, Roseline Njogu.

Reportado por IA

O chefe da área de Chakama afirmou ao tribunal de Mombaça que os corpos encontrados em Kwa Bi Nzaro foram enterrados de maneiras que violaram as tradições Giriama.

Uma autópsia confirmou que um homem de 27 anos morreu devido a um ferimento por arma de fogo durante protestos contra uma instalação de quarentena para Ebola no condado de Laikipia. As descobertas aumentaram a pressão sobre as autoridades.

Este site usa cookies

Usamos cookies para análise para melhorar nosso site. Leia nossa política de privacidade para mais informações.
Recusar