As famílias de dois jovens quenianos, James e Charles, enterraram caixões vazios após suas mortes na guerra da Rússia na Ucrânia. As autoridades russas informaram que os corpos não seriam devolvidos, oferecendo a cremação ou o sepultamento no país. As famílias optaram por funerais com caixões vazios para honrar suas tradições.
James e Charles, dois jovens quenianos de famílias diferentes, viajaram para a Rússia em busca de empregos comuns, como cozinheiro ou motorista, com salários altos. Em vez disso, encontraram-se no exército russo lutando na Ucrânia.
Ambos morreram, e as autoridades russas deram às famílias duas opções: cremar os corpos e devolver as cinzas, ou enterrá-los na Rússia com honras militares. Considerando a cremação contrária aos costumes africanos e o sepultamento distante doloroso demais, as famílias realizaram funerais com caixões vazios.
Margaret, irmã de James, disse que sua mãe não aceitou a morte de seu único filho. James sonhava em comprar um terreno para ajudar a mãe e prometeu, antes de partir, que mudaria suas vidas.
A mãe de Charles, Bibiana Waithaka, esperava que ele ganhasse até 800 mil xelins por mês. Mais tarde, ele pediu dinheiro para casa, e sua última ligação foi aterrorizante: “Mamãe, mamãe, hoje...” seguida de choro antes que a ligação caísse.
Isso deixa as famílias em busca de consolo em meio a um profundo luto.