Quase três semanas após Egito e Irã objetarem a eventos Pride LGBTQ+ em torno de seu jogo da Copa do Mundo de 2026 em Seattle, a Fifa não interveio, dizem organizadores locais. Eric Wahl, membro gay do comitê cujo irmão morreu no Catar por apoiar direitos LGBTQ+, pede respeito às culturas locais enquanto enfatiza a inclusão.
Após protestos iniciais das federações de futebol egípcia e iraniana contra a designação de Seattle do jogo da Copa do Mundo de 26 de junho de 2026 entre suas equipes no Lumen Field como 'Pride Match' – devido a conflitos com seus valores culturais e religiosos –, a Fifa manteve silêncio.
Eric Wahl, membro do Seattle Pride Match Advisory Committee, relata nenhum contato da Fifa apesar da carta da FA egípcia ao secretário-geral Mattias Grafstrom invocando os estatutos de neutralidade do órgão. "Eu sei que o Egito está peticionando a Fifa, mas isso levanta questões éticas", disse Wahl. "No Catar, disseram que tínhamos que respeitar a cultura."
Os planos, definidos há mais de um ano para coincidir com o fim de semana Seattle Pride e o aniversário dos Distúrbios de Stonewall, incluem desfiles por toda a cidade, uma exposição de arte em pôsteres e um trilho histórico LGBTQ+, com bandeiras Pride provavelmente nas arquibancadas, mas sem interrupções no jogo. Wahl enfatiza: "Todos os afiliados às equipes de futebol do Egito e do Irã são bem-vindos em nossos desfiles e eventos."
O evento é agridoce para Wahl: seu irmão, Grant Wahl, jornalista de futebol, morreu em 2022 após detenção no Catar por usar uma camisa arco-íris em apoio aos LGBTQ+. "É uma experiência muito agridoce", refletiu, vendo como uma mensagem de boas-vindas.
BBC Sport solicitou comentários à Fifa, Egito e Irã, sem respostas.